10 de dezembro de 2018, 14h09

Moro sobre ex-assessor de Flávio Bolsonaro: “Não cabe a mim dar explicação sobre isso”

Deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro está envolvido no caso do ex-PM que o assessorou na Alerj, pego movimentando R$ 1,2 milhão suspeito pelo Coaf.

Montagem

Futuro superministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro (PSL), Sérgio Moro afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (10), que não cabe a ele dar explicações sobre as movimentações suspeitas no valor de R$ 1,2 milhão feitas pelo PM Fabrício de Queiroz, que assessorou Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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“Eu, na verdade, fui nomeado para ser ministro da Justiça. Não cabe a mim dar explicação sobre isso”, disse Moro, ressaltando que é inapropriado, em sua posição, fazer comentários sobre casos concretos. As informações são da Folha de S.Paulo e da Agência Brasil.

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“O que existia no passado de ministro da Justiça opinando sobre casos concretos é inapropriado. Estes fatos têm que ser esclarecidos. O presidente já apresentou alguns esclarecimentos. Tem outras pessoas que precisam prestar os seus esclarecimentos. E o fatos, se não forem esclarecidos, têm que ser apurados. Eu não tenho como assumir esse papel”, afirmou.

Na sexta-feira (7), o ex-magistrado se esquivou de comentar o assunto, ao fim de uma entrevista coletiva em Brasília. Ao ser questionado, apenas acenou com tchau e continuou a andar para ir embora.

Deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro, tido como mais “maduro e ponderado” dos três filhos de Jair, está envolvido no caso do ex-PM que o assessorou na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), que foi pego movimentando R$ 1,2 milhão suspeito pelo Coaf.

O relatório do Coaf, divulgado pelo jornal O Estado de  São Paulo, informa que o ex-assessor e policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz teria movimentado R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 – valores supostamente incompatíveis com sua renda declarada. Uma das transações seria um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

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