Imprensa livre e independente
17 de maio de 2019, 10h30

Moro terá que solicitar informações ao Panamá sobre empresa que negociou com Flávio Bolsonaro

O MP pediu auxílio ao ministério da Justiça em investigação que recai sobre o filho do Presidente Jair Bolsonaro

Sergio Moro (Foto: Arquivo/Lula Marques)
O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ) solicitou auxílio ao ministério da Justiça, sob o comando do ex-juiz Sérgio Moro, para obter informações sobre empresa com sede no Panamá que é sócia da pessoa jurídica que adquiriu salas comerciais vendidas por Flávio Bolsonaro na Barra da Tijuca. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, quando apurações criminais evoluem e demandam informações que podem estar disponíveis em outro país, cabe ao ministério da Justiça estabelecer a ponte oficial para a transmissão de dados à investigação. O único requisito é que o país mantenha acordo de cooperação penal com...

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MP-RJ) solicitou auxílio ao ministério da Justiça, sob o comando do ex-juiz Sérgio Moro, para obter informações sobre empresa com sede no Panamá que é sócia da pessoa jurídica que adquiriu salas comerciais vendidas por Flávio Bolsonaro na Barra da Tijuca.

De acordo com informações do jornal Valor Econômico, quando apurações criminais evoluem e demandam informações que podem estar disponíveis em outro país, cabe ao ministério da Justiça estabelecer a ponte oficial para a transmissão de dados à investigação.

O único requisito é que o país mantenha acordo de cooperação penal com o Brasil. No caso panamenho, o país é signatário de acordo datado de novembro de 2011 que dispõe sobre auxílio jurídico mútuo em matéria penal.

O responsável por articular ações com o Ministério Público para enfrentamento à lavagem de dinheiro em casos com interface no exterior é o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), órgão vinculado à pasta da Justiça.

Veja também:  Governo Macri bate cabeça após apagão massivo que afetou quase toda a Argentina

A diretora do DRCI, que foi nomeada para o cargo por Moro, é a delegada da Polícia Federal (PF) Erika Marena, que participou da criação da Lava-Jato em Curitiba e foi a responsável por batizar a operação.

O MP-RJ apura indícios de lavagem em transações imobiliárias feitas pelo atual senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) entre 2005 e 2018 – período em que foi deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Você pode fazer o jornalismo da Fórum ser cada vez melhor

A Fórum nunca foi tão lida como atualmente. Ao mesmo tempo nunca publicou tanto conteúdo original e trabalhou com tantos colaboradores e colunistas. Ou seja, nossos recordes mensais de audiência são frutos de um enorme esforço para fazer um jornalismo posicionado a favor dos direitos, da democracia e dos movimentos sociais, mas que não seja panfletário e de baixa qualidade. Prezamos nossa credibilidade. Mesmo com todo esse sucesso não estamos satisfeitos.

Queremos melhorar nossa qualidade editorial e alcançar cada vez mais gente. Para isso precisamos de um número maior de sócios, que é a forma que encontramos para bancar parte do nosso projeto. Sócios já recebem uma newsletter exclusiva todas as manhãs e em julho terão uma área exclusiva.

Fique sócio e faça parte desta caminhada para que ela se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie a Fórum