16 de janeiro de 2019, 08h07

Moro teria ficado chateado com Bolsonaro por ter propostas ignoradas no decreto das armas

“Todo mundo sabia dos compromissos dele de campanha, ninguém pode reclamar agora”, dizem interlocutores de Bolsonaro.

Moro aplaude Bolsonaro na assinatura do decreto das armas (Divulgação/Palácio do Planalto)
O ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, teria ficado chateado com Jair Bolsonaro (PSL), que não teria acatado ao menos sete sugestões propostas por ele no decreto que flexibiliza a posse de armas, sancionado nesta terça-feira (15). A informação é da coluna de Andreza Mattais, na edição desta quarta-feira (16) do jornal O Estado de S.Paulo. Segundo a reportagem, a sugestão de Moro era mais restritiva: previa a posse para duas armas, e não quatro; não prolongava automaticamente registros já concedidos para dez anos e exigia a comprovação de cofre para artefatos, e não a...

O ex-juiz e atual ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, teria ficado chateado com Jair Bolsonaro (PSL), que não teria acatado ao menos sete sugestões propostas por ele no decreto que flexibiliza a posse de armas, sancionado nesta terça-feira (15). A informação é da coluna de Andreza Mattais, na edição desta quarta-feira (16) do jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo a reportagem, a sugestão de Moro era mais restritiva: previa a posse para duas armas, e não quatro; não prolongava automaticamente registros já concedidos para dez anos e exigia a comprovação de cofre para artefatos, e não a mera declaração. Na versão de Moro, era possível negar o pedido de registro com base em “fundadas suspeitas” de informações falsas ou de ligação com grupos criminosos.

O entorno de Moro diz que é só comparar os dois textos para saber o estado de espírito do ministro. Já interlocutores de Bolsonaro rechaçam qualquer tipo de insatisfação. “Todo mundo sabia dos compromissos dele de campanha, ninguém pode reclamar agora”.

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