15 de agosto de 2018, 17h50

Mortes causadas pela polícia aumentam 38% durante intervenção militar no Rio

Número de assassinatos pela polícia, durante o período, atingiu 636, entre março e julho deste ano; no mesmo período em 2017, 460 perderam a vida nessas condições

A cada estatística fica mais evidente o que muitos especialistas afirmam: a intervenção militar no Rio de Janeiro é um fracasso. De acordo com dados divulgados, nesta quarta-feira (15), pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), o índice de mortes causadas por ações policiais no estado cresceu 38% nos cinco primeiros meses da ação. As informações são da Agência Brasil. O número de assassinatos pela polícia, durante o período de intervenção militar, atingiu 636, entre março e julho deste ano. No mesmo período em 2017, 460 perderam a vida em consequência da ação policial. Apenas em julho, foram 129, média de...

A cada estatística fica mais evidente o que muitos especialistas afirmam: a intervenção militar no Rio de Janeiro é um fracasso. De acordo com dados divulgados, nesta quarta-feira (15), pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), o índice de mortes causadas por ações policiais no estado cresceu 38% nos cinco primeiros meses da ação. As informações são da Agência Brasil.

O número de assassinatos pela polícia, durante o período de intervenção militar, atingiu 636, entre março e julho deste ano. No mesmo período em 2017, 460 perderam a vida em consequência da ação policial. Apenas em julho, foram 129, média de quatro por dia.

A letalidade violenta, que reúne homicídios dolosos, mortes pela polícia, latrocínios e lesão corporal seguida de morte, também cresceu. Eram 461 casos, em julho de 2017, que passaram para 552 casos, em julho deste ano. Desses, os homicídios dolosos subiram de 374 casos em julho de 2017 para 408 casos em julho de 2018.

Também houve alta no número de estupros no estado. Eram 374 casos registrados em delegacias, em julho de 2017, que passaram para 408 casos, em julho deste ano.