18 de janeiro de 2018, 11h49

Mortes provocadas por racistas brancos nos Estado Unidos duplicam em um ano

Grupo foi responsável por sete em cada dez assassinatos causados por extremistas em 2017, superando, inclusive, as ocorrências relacionadas aos fundamentalistas islâmicos.

Grupo foi responsável por sete em cada dez assassinatos causados por extremistas em 2017, superando, inclusive, as ocorrências relacionadas aos fundamentalistas islâmicos. Da Redação* Racistas brancos foram responsáveis por sete em cada dez assassinatos causados por grupos extremistas em 2017, nos Estados Unidos. O número de casos atribuídos a eles dobrou no ano passado, em relação a 2016. As informações foram divulgadas pela Liga Antidifamação (do inglês Anti-Defamation League-ADL), uma organização não governamental (ONG) internacional que combate o antissemitismo e o racismo. Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique aqui e saiba mais. Segundo o...

Grupo foi responsável por sete em cada dez assassinatos causados por extremistas em 2017, superando, inclusive, as ocorrências relacionadas aos fundamentalistas islâmicos.

Da Redação*

Racistas brancos foram responsáveis por sete em cada dez assassinatos causados por grupos extremistas em 2017, nos Estados Unidos. O número de casos atribuídos a eles dobrou no ano passado, em relação a 2016. As informações foram divulgadas pela Liga Antidifamação (do inglês Anti-Defamation League-ADL), uma organização não governamental (ONG) internacional que combate o antissemitismo e o racismo.

Ajude a Fórum a fazer a cobertura do julgamento do Lula. Clique aqui e saiba mais.

Segundo o relatório da ADL, o número de mortes provocadas pelo racismo supera os assassinatos cometidos por extremistas islâmicos, por exemplo. Racistas brancos são diretamente responsáveis por 18 das 34 mortes relacionadas ao extremismo em 2017. Nove foram ligadas a grupos extremistas islâmicos.

O ano de 2017 foi o quinto da história com maior quantidade de homicídios por grupos extremistas desde 1970. A ONG mostra que grupos extremistas de direita foram responsáveis por 59% das mortes ocorridas em episódios de crimes de ódio em 2017 nos Estados Unidos. No topo da lista aparecem os racistas, com 71% dos casos. Há no país cerca de 917 grupos radicais em ação.

O diretor da ONG Jonathan Greenblatt lembrou, em comunicado publicado na página da ADL, que no ano passado três casos de extremismo tiveram destaque – dois ataques ligados a um terrorista islâmico e outro de racismo em Charlosttesvile. “Isso é um lembrete austero de que o extremismo doméstico é uma séria ameaça à nossa segurança”, disse.

Ele lembrou também que não se pode ignorar uma forma de extremismo em detrimento de outro. “Quando supremacistas brancos e outros extremistas estão mais encorajados a encontrar novos públicos para os seus pontos de vista cheios de ódio, a violência ganha espaço”, afirmou.

Outro ponto do relatório observou uma onda emergente de assassinatos por nacionalistas negros. Grupos com essa classificação foram responsáveis por cinco assassinatos.

Como conclusão, o grupo recomenda maior comprometimento das autoridades em combater o racismo. Autoridades federais e estaduais devem apoiar adequadamente programas para combater todas as formas de extremismo violento, incluindo a decorrente de ambas as organizações terroristas internacionais e movimentos extremistas domésticos.

O relatório foi feito com base em dados oficiais do FBI e da justiça norte-americana. O estudo é realizado anualmente pela ONG.

*Com informações do Nocaute e da Agência Brasil

Foto: Reprodução/CNN