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11 de junho de 2018, 14h03

Motoristas de ônibus cruzam os braços no Rio por reajuste salarial e melhores condições de trabalho

Segundo o sindicato, a categoria vive hoje um verdadeiro estado de escravidão, no qual muitos profissionais trabalham mais de 16 horas por dia, com casos de pessoas que estão há dois meses sem salários

Foto: Reprodução/Facebook Centro de Operações Rio Os motoristas de ônibus entraram em greve na cidade do Rio de Janeiro nesta segunda feira 11). Os profissionais da categoria pedem reajuste salarial de 10%, pagamento de salários atrasados e valorização da mão de obra. Uma manifestação dos rodoviários provocou um grande congestionamento na Avenida Brasil, uma das vias mais importantes da cidade. Ônibus ficaram parados na altura da Linha Amarela, que também ficou congestionada. A paralisação afetou linhas como a 355 (Madureira-Candelária) e 457 (Madureira-Abolição). A Ilha do Governador foi a região mais afetada da cidade, já que apenas uma empresa opera...

Foto: Reprodução/Facebook Centro de Operações Rio

Os motoristas de ônibus entraram em greve na cidade do Rio de Janeiro nesta segunda feira 11). Os profissionais da categoria pedem reajuste salarial de 10%, pagamento de salários atrasados e valorização da mão de obra.

Uma manifestação dos rodoviários provocou um grande congestionamento na Avenida Brasil, uma das vias mais importantes da cidade. Ônibus ficaram parados na altura da Linha Amarela, que também ficou congestionada.

A paralisação afetou linhas como a 355 (Madureira-Candelária) e 457 (Madureira-Abolição). A Ilha do Governador foi a região mais afetada da cidade, já que apenas uma empresa opera no bairro. Segundo moradores, nenhum ônibus está rodando no bairro nesta segunda.

De acordo com o Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Rio de Janeiro (Sintraturb Rio), há motoristas e cobradores com dois meses de salários atrasados.  Outra reclamação do sindicato é a jornada de trabalho excessiva enfrentada pelos profissionais, com até 16 horas dentro dos ônibus ininterruptamente.

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“Infelizmente são os usuários que pagarão o preço da irresponsabilidade dos empresários. A categoria vive hoje um verdadeiro estado de escravidão, onde muitos profissionais trabalham mais de 16 horas por dia, tendo em muitos casos de almoçar dentro do coletivo”, afirmou.

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