Blog do Rovai

24 de janeiro de 2019, 06h29

Mourão já manda muito no governo Bolsonaro

Os militares já não estão mais respeitando Bolsonaro como deveriam, afinal ele foi o eleito. Na percepção deles, a intervenção militar foi quem venceu o pleito. É interventor por interventor, Mourão é general.

Presidente da República, em exercício, Hamilton Mourão, recebe as Honras Militares (Foto: Romério Cunha/VPR)

O general Mourão já mostrou que não é um vice decorativo no governo Bolsonaro. Desde quando disse que o senador Magno Malta não seria ministro (e não foi) já deu para perceber que sua voz não era só dele.

Mourão representa a elite do Exército no arranjo da intervenção militar pelo voto.

Ontem, em mais uma declaração, Mourão desautorizou Bolsonaro em uma “canelada” bem das grossas. Disse que o Brasil não participará de intervenção na Venezuela.

Parece pouco alguém dizer isso. Até porque é lúcido. Mas dada as circunstâncias de ameaças de Bolsonaro, a declaração de Mourão soa como uma reprimenda. Do tipo, cala a boca que você não manda tanto quanto acha aqui.

Os militares já não estão mais respeitando Bolsonaro como deveriam, afinal ele foi o eleito. Na percepção deles, a intervenção militar foi quem venceu o pleito. É interventor por interventor, Mourão é general.

Vale olhar com lupa o que está acontecendo, mas para menos de um mês, o governo de Bolsonaro já está frágil demais.

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A Globo está operando e os militares idem. Bolsonaro hoje já divide o governo com Mourão. É muito cedo pra isso.

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