12 de dezembro de 2017, 10h03

Mourão pode ser preso se insistir em intervenção militar

Até quem o apoia o general lamenta a insubordinação, desafiando o paciente general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército

Até quem apoia o general lamenta a insubordinação, que desafia o general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército

Da Redação*

De acordo com a coluna Diário do Poder, de Cláudio Humberto, a paciência se esgotou com o general Hamilton Mourão, que há meses vem pregando “intervenção militar”, na verdade um golpe, e criticando o governo ao qual tem a obrigação profissional de prestar continência. Se fizer de novo, pode até ser preso, segundo especialistas no tema. Até quem o apoia lamenta a insubordinação, desafiando o paciente general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército. Leigos não entendem como militar da ativa pode defender golpe sem receber voz de prisão.

Na caserna, dá-se como certa a candidatura de Mourão a deputado, em 2018. Ele deve vestir o pijama em março, aos 64 anos.

No fim de semana, Villas Bôas decidiu punir Mourão deixando-o sem ter o que fazer, como noticiou em primeira mão o site Diário do Poder.

O general Villas Bôas rejeita a tese de “intervenção militar” porque tem compromisso com as instituições democráticas e a estabilidade política.

A suposta prisão de Mourão, ontem, criou clima de tensão em Brasília. Era boato. “Seria nitroglicerina”, resume um militar de alto escalão.

Já o Estadão informou que, no sábado (9), Jungmann e o comandante do Exército, general Villas Boas, analisaram a possibilidade de prisão do militar. Mas preferiram deixá-lo sem função até sua aposentadoria em março.

Cotado para ser vice de Jair Bolsonaro, Mourão avalia ir para reserva.

*Com informações do Diário do Poder e do Estadão