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06 de junho de 2013, 10h15

MP abre inquérito para investigar repasse de verbas do governo mineiro a rádio de Aécio

Irmã do ex-governador era a gestora de Comunicação do governo tucano e responsável pela destinação dos recursos de publicidade oficial

Irmã do ex-governador era a gestora de Comunicação do governo tucano e responsável pela destinação dos recursos de publicidade oficial

Por Igor Carvalho

Aécio Neves enfrenta sucessão de escândalos políticos (Foto: Antônio Cruz/ABr)

De acordo com o site PT na Câmara, o Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPE-MG) decidiu instaurar um inquérito civil contra o senador Aécio Neves (PSDB) para apurar os repasses de verbas do governo do estado para a rádio Arco-Íris (Jovem Pan BH). Dois dos sócios da empresa de comunicação são o próprio senador tucano e a sua irmã, Andrea Neves, que também é sócia de outras duas empresas que receberam, segundo o MPE, verbas do governo Aécio: a Rádio São João Del Rei S/A e a Editora Gazeta de São João Del Rei Ltda.

Atualmente, Andrea é presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas) e era gestora de Comunicação Social do governo e responsável pelo controle do gasto na área de comunicação entre 2003 a 2010, período investigado pelo Ministério Público. “Ela (Andrea) é quem definia para onde iam as verbas publicitárias. Aqui nós temos uma relação incestuosa do público com o privado. A rádio recebeu recursos públicos (alega o senador que de forma legal) e os destinou para, entre outras coisas, comprar um Land Rover que o ex-governador fazia uso privado. Essas coisas têm causado indignação na opinião pública mineira”, afirmou a deputada federal Margarida Salomão (PT), em entrevista ao site PT na Câmara.

Para o deputado federal Padre João (PT), o MPE despertou para as irregularidades do governo de Aécio Neves. “O Ministério Público tem um papel importante, no entanto, eles ficaram indiferentes durante quase dez anos em relação ao desvio do dinheiro público praticado na gestão tucana. Nós acreditamos nesse despertar do MP. Espero que ele cumpra, de fato, o papel a ele delegado. O povo não pode ser punido com a má destinação ou desvio de recursos público.”

A ligação de Aécio Neves com a Rádio Arco-Íris só foi descoberta porque o senador teve a carteira de habilitação (vencida) apreendida, após se recusar a fazer o teste do bafômetro em uma blitz no Rio de Janeiro. O carro dirigido pelo tucano estava em nome da empresa de comunicação.

Outro processo

Além do inquérito que investigará o repasse de verbas para empresas de comunicação, recentemente, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) decidiu que o senador Aécio Neves continua réu em ação civil por improbidade administrativa movida contra ele pelo MPE.

Com informações do site PT na Câmara