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16 de agosto de 2017, 16h27

MP denuncia Geddel por obstrução de Justiça e improbidade administrativa

Acusações sobre o amigo de Temer indicam que ele tentou atrapalhar a delação de Lúcio Funaro e teria pressionado um-ministro em caso de um prédio de luxo.

Acusações sobre o amigo de Temer indicam que ele tentou atrapalhar a delação de Lúcio Funaro e teria pressionado ex-ministro em caso de um prédio de luxo. Da Redação* Uma denúncia contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima por obstrução de Justiça e improbidade administrativa foi apresentada nesta quarta-feira (16) à Justiça Federal, em Brasília, pelo Ministéio Públcia. A acusação de obstrução de Justiça se baseia numa suposta tentativa de impedir a celebração de um acordo de delação premiada do operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro, apontado como parceiro do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em vários esquemas de propina. Já a ação...

Acusações sobre o amigo de Temer indicam que ele tentou atrapalhar a delação de Lúcio Funaro e teria pressionado ex-ministro em caso de um prédio de luxo.

Da Redação*

Uma denúncia contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima por obstrução de Justiça e improbidade administrativa foi apresentada nesta quarta-feira (16) à Justiça Federal, em Brasília, pelo Ministéio Públcia. A acusação de obstrução de Justiça se baseia numa suposta tentativa de impedir a celebração de um acordo de delação premiada do operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro, apontado como parceiro do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em vários esquemas de propina. Já a ação de improbidade administrativa, aponta suposta pressão sobre o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, para liberar a construção de um prédio de luxo em área histórica de Salvador. O episódio, revelado no fim do ano passado, acabou por levar Geddel a pedir demissão da Secretaria de Governo, cargo de primeiro escalão ligado ao presidente Michel Temer.

No caso de obstrução de Justiça, o MPF quer que Geddel seja enquadrado no crime de embaraçar investigação que envolva organização criminosa, cuja punição varia de três a oito anos de prisão. Os procuradores apontam que, em um mês e meio, entre maio e julho deste ano, Geddel fez 17 ligações para a mulher de Funaro a fim de sondar se ele faria um acordo de delação premiada.

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Para o Ministério Público, os contatos de Geddel com Raquel Pita, mulher de Funaro, tinham como objetivo intimidar o casal, em razão do poder político de Geddel. “Com ligações alegadamente amigáveis, intimidava indiretamente o custodiado, na tentativa de impedir ou, ao menos, retardar a colaboração de Lúcio Funaro com os órgãos investigativos Ministério Público Federal e Polícia Federal”, diz um dos trechos da ação.

Atualmente, Geddel cumpre prisão domiciliar na Bahia. Ele foi preso no início de julho, acusado de agir para atrapalhar investigações da Operação Cui Bono, que apura fraudes na liberação de crédito da Caixa Econômica Federal.

Com informações do G1

Foto: Youtube

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