02 de outubro de 2018, 21h08

MP do Trabalho decide processar dono da Havan por coagir funcionários a votar em Bolsonaro

Luciano Hang divulgou um vídeo, no qual ressalta que “se a esquerda ganhar” fechará lojas e demitirá empregados, o que foi considerado pela procuradoria uma maneira de coação

Foto: Divulgação

Após circular um vídeo nas redes sociais, no qual o proprietário da rede de lojas Havan, Luciano Hang, afirma que faz pesquisas com seus funcionários sobre em quem eles vão votar para presidente e, além disso, pede votos a Jair Bolsonaro e diz que não aceita que eles escolham candidatos de “esquerda”, o Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina (MPT-SC) ingressou, nesta terça-feira (2), com uma ação judicial contra a rede. Na mensagem, Hang ressalta que “se a esquerda ganhar” fechará lojas e demitirá empregados, o que foi considerado pela procuradoria uma forma de coação, de acordo com informações de Marcello Corrêa, de O Globo.

O vídeo foi veiculado em uma rede interna, dirigida a colaboradores. No entanto, passou a circular nas redes sociais na segunda-feira (1). A partir daí o MPT recebeu pelo menos 27 denúncias. O órgão fez uma solicitação de tutela antecipada, para que a Justiça proíba o empresário de pedir votos aos trabalhadores de sua empresa. Agora, a Justiça do Trabalho vai decidir se concede ou não a liminar.