18 de janeiro de 2019, 20h51

MP havia dito que acordo com Palocci não foi feito por falta de provas

Em entrevista à Folha de S.Paulo, em julho de 2018, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima afirmou que não havia provas contra Lula: “Eu acho que a PF fez esse acordo para provar que tinha poder de fazer”, disse

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil As novas acusações de Antonio Palocci contra o ex-presidente Lula não se sustentam, segundo o próprio Ministério Público (MP). Apesar de a Polícia Federal (PF) ter celebrado acordo de delação premiada do ex-ministro, o fato ocorreu a contragosto do MP. Em entrevista a Ana Luiz Albuquerque, da Folha de S.Paulo, em julho de 2018, o procurador regional da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, admitiu que o MP não obteve provas contra Lula. Fórum terá um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais “Demoramos meses negociando. Não tinha...

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As novas acusações de Antonio Palocci contra o ex-presidente Lula não se sustentam, segundo o próprio Ministério Público (MP). Apesar de a Polícia Federal (PF) ter celebrado acordo de delação premiada do ex-ministro, o fato ocorreu a contragosto do MP.

Em entrevista a Ana Luiz Albuquerque, da Folha de S.Paulo, em julho de 2018, o procurador regional da República, Carlos Fernando dos Santos Lima, admitiu que o MP não obteve provas contra Lula.

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“Demoramos meses negociando. Não tinha provas suficientes. Não tinha bons caminhos investigativos”, disse o procurador.

Ele prosseguiu, sobre a delação de Palocci: “Qual era a expectativa? De algo, como diz a mídia, do fim do mundo. Está mais para o acordo do fim da picada”, ironizou. “Eu acho que a PF fez esse acordo para provar que tinha poder de fazer”.

Queda de braço

Em outro trecho da entrevista, Lima afirma: “Foi uma queda de braço talvez conosco, mas a porta da frente dos acordos sempre será o Ministério Público. A porta dos fundos é da PF. As pessoas irão à PF se não tiverem acordo conosco. Não recusamos porque não gosto da cara do cidadão, mas porque vamos ter dificuldade para explicar por que fizemos. Acordo não é favor”, destacou.

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