23 de janeiro de 2019, 07h50

MP vai oferecer delação premiada a miliciano homenageado por Flávio Bolsonaro

Promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro vão oferecer benefícios da delação premiada para que o major Ronald Paulo Alves Pereira - um dos cinco presos na Operação Os Intocáveis, deflagrada para desarticular uma das maiores milícias da cidade - fale sobre o assassinato de Marielle Franco e do motorista, Anderson Gomes.

Flavio Bolsonaro (e) e Ronald, de óculos e boné, ao ser preso. (Reprodução/Montagem)
Reportagem de Chico Otávio e Vera Araújo, na edição desta quarta-feira (23) do jornal O Globo, afirma que os promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro vão oferecer benefícios da delação premiada para que o major Ronald Paulo Alves Pereira – um dos cinco presos na Operação Os Intocáveis, deflagrada para desarticular uma das maiores milícias da cidade – fale sobre o assassinato de Marielle Franco e do motorista, Anderson Gomes. Leia também: Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete mãe e mulher de miliciano suspeito da morte de Marielle Em março de 2004, o major Ronald Paulo Alves Pereira,...

Reportagem de Chico Otávio e Vera Araújo, na edição desta quarta-feira (23) do jornal O Globo, afirma que os promotores do Ministério Público do Rio de Janeiro vão oferecer benefícios da delação premiada para que o major Ronald Paulo Alves Pereira – um dos cinco presos na Operação Os Intocáveis, deflagrada para desarticular uma das maiores milícias da cidade – fale sobre o assassinato de Marielle Franco e do motorista, Anderson Gomes.

Leia também: Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete mãe e mulher de miliciano suspeito da morte de Marielle

Em março de 2004, o major Ronald Paulo Alves Pereira, então capitão, recebeu uma homenagem por meio de uma moção honrosa proposta por Flávio Bolsonaro (PSL/RJ). A moção de número 3.480 foi de louvor e congratulações pelos serviços prestados por Ronald, que na época estava no 22º BPM (Maré).

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Cumprindo prisão preventiva e pressionado por ser réu em um júri popular marcado para abril – no qual responderá pelo assassinato de quatro jovens na saída da antiga casa noturna Via Show -, Ronald, de acordo com os promotores, pode receber o benefício da delação premiada.

Ronald, segundo investigadores, seria o número dois da milícia de Rio das Pedras, que atua na zona Oeste do Rio, e também faz parte do chamado Escritório do Crime – um grupo de matadores profissionais suspeito de envolvimento em várias execuções. O “número um” da organização, Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), conseguiu escapar da operação.

A mãe e a mulher do ex-capitão do Bope, que está foragido, eram empregadas do gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) até o novembro do ano passado.

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