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19 de março de 2019, 20h48

MPF abre investigação de improbidade contra Vélez Rodríguez

A ação foi motivada pelo caso do envio de cartas às escolas contendo o slogan de campanha de Jair Bolsonaro

Deputados também enfatizaram isolamento de Vélez no comando do MEC: novo nome para a Secretaria Executiva deve ser anunciado em dois dias
Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação, será alvo de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre improbidade administrativa. A iniciativa é consequência do caso do envio de cartas às escolas contendo o slogan de campanha de Jair Bolsonaro. O caso foi instaurado pela procuradora Eliana Pires Rocha, na Procuradoria da República do Distrito Federal (PR-DF). O Globo conseguiu o despacho de abertura da investigação: “Suposta improbidade praticada pelo Ministro da Educação, que emitiu carta às escolas do país, exortando-as a submeter os estudantes à execução do hino nacional perante a bandeira e a registrar imagens dos alunos para posterior...

Ricardo Vélez Rodríguez, ministro da Educação, será alvo de uma investigação do Ministério Público Federal (MPF) sobre improbidade administrativa. A iniciativa é consequência do caso do envio de cartas às escolas contendo o slogan de campanha de Jair Bolsonaro.

O caso foi instaurado pela procuradora Eliana Pires Rocha, na Procuradoria da República do Distrito Federal (PR-DF).

O Globo conseguiu o despacho de abertura da investigação: “Suposta improbidade praticada pelo Ministro da Educação, que emitiu carta às escolas do país, exortando-as a submeter os estudantes à execução do hino nacional perante a bandeira e a registrar imagens dos alunos para posterior envio ao ministério. Além disso, finalizou a carta com slogan da campanha eleitoral presidencial ‘Brasil acima de tudo. Deus acima de todos!’”.

Desgaste

A partir de agora, Vélez passa a ser formalmente investigado, o que representa mais um desgaste contra ele. A procuradora responsável pelo caso encaminhou ofício ao ministro, pedindo esclarecimentos.

Na opinião dos investigadores, o fato é uma possível violação ao artigo 37 da Constituição, que diz que a publicidade dos “atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deve ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, sem constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos”.

Com informações de O Globo

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