06 de dezembro de 2018, 17h12

MPF confirma relatório do Coaf que menciona ex-motorista de Flávio Bolsonaro

Procuradoria reitera documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras sobre “movimentações atípicas” em nome do policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz

Foto: Reprodução/YouTube

Por intermédio de uma nota, divulgada na tarde desta quinta-feira (6), o Ministério Público Federal (MPF) confirmou a existência do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a respeito de movimentações atípicas envolvendo profissionais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As informações são de Constança Rezende e Fabio Serapião, na coluna de Fausto Macedo, em O Estado de S.Paulo.

O relatório integra a Operação Furna da Onça, que prendeu dez deputados estaduais do Rio de Janeiro envolvidos em um esquema de pagamento de “mensalinho”, de acordo com o MPF.

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A nota foi motivada após publicação do Estado, que revelou que o documento menciona a existência de uma conta no Banco Itaú em nome do policial militar Fabrício José Carlos de Queiroz, com movimentações financeiras “suspeitas”.

O PM foi motorista de Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo o relatório, ele movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2017.

Uma das transações é um cheque de R$ 24 mil destinado à futura primeira-dama Michele Bolsonaro. Ainda segundo a nota, o MPF não chancela a divulgação de trechos do documento “exceto se a movimentação relatada pelo Coaf, após examinada com rigor por equipe técnica, revelar atividade financeira ilegal”.

“Como o relatório relaciona um número maior de pessoas, nem todos os nomes ali citados foram incluídos nas apurações, sobretudo porque nem todas as movimentações atípicas são, necessariamente, ilícitas. A íntegra do documento foi juntada aos autos para confirmar que não houve edição após envio pelo Coaf”, revelou o MPF.

O Coaf divulgou que foi comunicado das movimentações de Queiroz pelo banco porque elas são “incompatíveis com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira” do PM.

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