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23 de julho de 2013, 12h07

MST ocupa prédio do Incra em Fortaleza

Trabalhadores sem terra protestam contra suspensão do Crédito Instalação, que auxilia na estruturação dos assentamentos

Trabalhadores sem terra protestam contra suspensão do Crédito Instalação, que auxilia na estruturação dos assentamentos 

Por Felipe Rousselet

MST informou que a ocupação da sede do Incra em Fortaleza é por tempo indeterminado (Foto: Reprodução)

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) ocupou na madrugada desta terça-feira, 23, a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Fortaleza. Cerca de 300 trabalhadores sem terra estão no prédio desde as 5h.

A ocupação tem o objetivo de denunciar a suspensão da liberação do Crédito Instalação para assentamentos. Segundo a assessoria de imprensa do MST no Ceará, o Incra nacional enviou um memorando para todas as superintendências estaduais determinando a suspensão do pagamento. O Crédito Instalação é utilizado para a estruturação dos assentamentos, que envolve, por exemplo, a construção de casas e cisternas.

De acordo com o MST, muitas famílias que já tinham iniciado a construção ou reforma de suas casas agora, com a suspensão do Crédito Instalação, estão com tudo parado. O movimento exige que o governo federal “devolva” imediatamente os recursos do Crédito Instalação para que as famílias possam concluir as obras.

Para Paulo Magalhães, membro da direção do MST no Ceará, a suspensão do Crédito Instalação “é uma falta de respeito da presidenta Dilma com o povo do campo”. Segundo ele, a ocupação do Incra em Fortaleza é por tempo indeterminado e acredita que até a próxima quinta-feira (25), quando é comemorado o Dia do Trabalhador Rural, o número de trabalhadores sem terra na ocupação passe de 1.000.

XII Encontro Estadual de Jovens do Campo

Em paralelo à ocupação da sede do Incra, o MST realiza o XII Encontro Estadual de Jovens do Campo, em parceria com a UFC (Universidade Federal do Ceará), na capital cearense. Até o dia 27, 400 jovens de acampamentos e assentamentos discutem temas como, por exemplo,  a conjuntura agrária e os desafios e perspectivas da juventude. Também estão previstas a realização de oficinas e atividades culturais durante o encontro.