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31 de outubro de 2018, 17h26

MST tem acampamento incendiado no Ceará

O acampamento Irma Dorothy em Tamboril é uma ocupação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) há 4 anos. As 150 famílias estão reivindicando a desapropriação da fazenda Cacimbinha

Foto: Camponesa Palmares Do MST Na noite desta terça-feira, (30) por volta das 19 horas, o acampamento Comuna Irmã Dorothy, localizado em Tamboril, Ceará, foi incendiado. De acordo com os acampados, quatro homens se aproximaram, atearam fogo próximo aos barracos, saíram aos gritos correndo e pegaram motocicletas para se evadirem do local. As 150 famílias acampadas viveram momentos de terror, mas conseguiram controlar o fogo. A Polícia Militar e o corpo de Bombeiro foram acionados. Fizeram diligências, mas ninguém foi encontrado. O acampamento Irma Dorothy em Tamboril é uma ocupação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) há...

Foto: Camponesa Palmares

Do MST

Na noite desta terça-feira, (30) por volta das 19 horas, o acampamento Comuna Irmã Dorothy, localizado em Tamboril, Ceará, foi incendiado. De acordo com os acampados, quatro homens se aproximaram, atearam fogo próximo aos barracos, saíram aos gritos correndo e pegaram motocicletas para se evadirem do local.

As 150 famílias acampadas viveram momentos de terror, mas conseguiram controlar o fogo. A Polícia Militar e o corpo de Bombeiro foram acionados. Fizeram diligências, mas ninguém foi encontrado.

O acampamento Irma Dorothy em Tamboril é uma ocupação organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) há 4 anos. As 150 famílias estão reivindicando a desapropriação da fazenda Cacimbinha, pertencente à família Timbó. Nesse período de acampamento já ocorreram diversas audiências com a Secretaria das Cidades e Instituto do Desenvolvimento Agrária do Ceará (IDACE), do governo do estado, e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), que estão realizando vistorias em áreas na região para realizar o assentamento das referidas famílias.

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Após o atentado ao acampamento que as famílias acreditam ser criminoso, diversos setores da sociedade civil de Tamboril foram ao local prestar solidariedade.

O MST acredita que atitudes como essa, de ódio e violência, rasgam a democracia. O problema agrário não se resolve com violência e, sim, com política pública. “O MST irá tomar todas as providências cabíveis para o momento. Afirmamos que continuaremos resistindo e lutando pela desapropriação de latifúndios improdutivos”, diz o movimento.

A Rádio Camponesa Palmares esteve no local e fez uma transmissão. Acompanhem:

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