05 de março de 2018, 13h11

Mulheres do MST promovem ato em fábrica de celulose na Bahia

Ação faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que ocorre durante esta semana nas cinco regiões do país

De acordo com Maristela Cunha, da Direção Estadual do MST, as trabalhadoras rurais, afetadas pela prática do monocultivo na região, chegaram ao seu limite – Foto: Divulgação/MST/Bahia

Mais de mil mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na madrugada desta segunda-feira (5), a frente da fábrica Suzano Papel e Celulose, localizada na cidade de Mucuri, na região sul da Bahia. O ato denuncia a grave crise hídrica no município, causada pela produção em grande escala de eucalipto. As informações são do Brasil de Fato.

De acordo com Maristela Cunha, da Direção Estadual do MST, as trabalhadoras rurais, afetadas pela prática do monocultivo na região, chegaram ao seu limite. “Estamos aqui para dizer que não aceitamos monocultivos de eucalipto em nossa região.  Queremos solução para questão hídrica em Mucuri já”, enfatiza.

Outra denúncia feita pelas mulheres é em relação à pulverização aérea, que é proibida por lei em alguns municípios do Espírito Santo, que faz divisa com a Bahia. Segundo o relatório apresentado pela subcomissão que debate o tema na Câmara dos Deputados de Santa Catarina, cerca de 70% dos agrotóxicos aplicados por aviões não atingem o alvo, alcançando áreas urbanas, e causando danos irreversíveis ao ecossistema do entorno, como a morte de espécies de animais e a contaminação de rios, prejudicando a população.

A manifestação desta segunda-feira faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres Sem Terra, que tem programada a mobilização de milhares de trabalhadoras do campo e da cidade em diversos estados. Embora cada região tenha um foco próprio, de acordo com a realidade local, as mobilizações terão um fio condutor: a luta pela democracia e contra as medidas do governo de Michel Temer.