Imprensa livre e independente
09 de novembro de 2014, 14h30

O Muro de Berlim e o Muro na Palestina

Como gesto simbólico, durante eventos comemorando a queda do Muro de Berlim, jovens palestinos fizeram um buraco em seu “próprio” infame muro levantado por Israel Por Redação, com informações de Al Jazeera Para lembrar o mundo da tragédia palestina, jovens ativistas usaram marretas para fazer um buraco em uma parte do muro israelense no vilarejo palestino de Bir Nabala – entre Jerusálem e Ramallah, na Cisjordânia, desafiando as duríssimas medidas de segurança de Israel. O gesto é simbólico, pois nesse final de semana o mundo inteiro comemora os 25 anos da queda do Muro de Berlim, considerado o marco inicial...

Como gesto simbólico, durante eventos comemorando a queda do Muro de Berlim, jovens palestinos fizeram um buraco em seu “próprio” infame muro levantado por Israel

Por Redação, com informações de Al Jazeera

Para lembrar o mundo da tragédia palestina, jovens ativistas usaram marretas para fazer um buraco em uma parte do muro israelense no vilarejo palestino de Bir Nabala – entre Jerusálem e Ramallah, na Cisjordânia, desafiando as duríssimas medidas de segurança de Israel.

O gesto é simbólico, pois nesse final de semana o mundo inteiro comemora os 25 anos da queda do Muro de Berlim, considerado o marco inicial do fim da Guerra Fria, levando ao colapso da União Soviética e, por fim, a reunificação da Alemanha. Durante seus 28 anos de existência, o chamado “muro da vergonha”, serviu como um símbolo de opressão – assim como grande parte do mundo considera o muro que separa a Cisjordânia de Israel, sendo chamado como o “muro do apartheid”, ou “muro da infâmia”

Veja também:  Número de presos em São Paulo quadruplica em 25 anos de governos do PSDB

O Tribunal Internacional de Justiça afirmou dez anos atrás, que “a construção do muro, assim como o regime associado [governo israelense], são contrários à lei internacional”.

Israel começou a levantar o muro em 2002, alegando à época que sua construção era crucial para a proteção de Israel, apontando que a queda no número de ataques dentro do território israelense como uma prova de seu sucesso. Ao passo que os palestinos afirmam que o “muro da infâmia” serve para roubar terras de seus territórios.

A ilegalidade e crueldade do muro é reconhecido até mesmo por israelenses: o Centro Israelense de Informação para Direitos Humanos já afirmou que sua construção “causou sofrimentos desnecessários ao povo palestino”. Ele “cortou laços sociais e isolou vilarejos de suas terras agrícolas, privando cidadãos de manter sua sobrevivência”.

Mesmo assim, os palestinos mantém a chama da esperança acesa e usam Berlim como exemplo: “Não importa o quão altas sejam as barreiras, elas cairão. Assim como o Muro de Berlim caiu, o muro palestino irá cair”, lia-se em uma declaração dos ativistas palestinos que organizaram a ação simbólica.

Veja também:  Doria considera “inoportunos” atos de apoio a Bolsonaro

Assista abaixo o vídeo:

Fórum em Brasília, apoie a Sucursal

Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.

Apoie a Fórum