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11 de junho de 2019, 07h55

Na Argentina, Macri cai mais de 7 pontos em pesquisa eleitoral após receber visita de Bolsonaro

Candidato à reeleição, presidente argentino ainda viu sua rival, Cristina Kirchner, subir três pontos, e ficar com 41%. A pesquisa foi feita nos mesmos dias da visita de Bolsonaro a Buenos Aires

Bolsonaro e Mauricio Macri (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Após a passagem de Jair Bolsonaro pela Casa Rosada, na semana passada, o panorama eleitoral na Argentina ficou mais estranho para o anfitrião daquela visita, o atual presidente argentino Maurício Macri. Leia também: Governo argentino traçou estratégia para evitar exposição de Macri com Bolsonaro Em campanha pela reeleição, Macri, e ainda sem definir quem o acompanhará na chapa, o mandatário portenho sofreu uma abrupta queda na pesquisa realizada pela consultora Hugo Haime e Associados. Na medição anterior, em maio, Macri tinha 36% das intenções, mas na pesquisa divulgada neste fim de semana ficou com 28,5%. Macri ainda viu a candidatura...

Após a passagem de Jair Bolsonaro pela Casa Rosada, na semana passada, o panorama eleitoral na Argentina ficou mais estranho para o anfitrião daquela visita, o atual presidente argentino Maurício Macri.

Leia também:
Governo argentino traçou estratégia para evitar exposição de Macri com Bolsonaro

Em campanha pela reeleição, Macri, e ainda sem definir quem o acompanhará na chapa, o mandatário portenho sofreu uma abrupta queda na pesquisa realizada pela consultora Hugo Haime e Associados. Na medição anterior, em maio, Macri tinha 36% das intenções, mas na pesquisa divulgada neste fim de semana ficou com 28,5%.

Macri ainda viu a candidatura de sua rival Cristina Kirchner subir três pontos, e ficar com 41%. Um crescimento que traz consigo duas más notícias para o presidente: 1) porque Cristina é vice na chapa com seu ex-ministro Alberto Fernández, e havia dúvidas sobre se ela conseguiria transferir a ele os votos, mas agora parece que está claro que sim, e 2) a candidatura opositora aparece superando a casa dos 40%, que é o suficiente para uma vitória já no primeiro turno, segundo a lei eleitoral argentina.

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A pesquisa foi feita nos mesmos dias da visita de Bolsonaro à Argentina, razão pela qual é difícil ter certeza se há algum efeito, positivo ou negativo, da influência do apoio explícito dado pelo presidente brasileiro ao colega, ou se é só mais um pouco da decepção do povo argentino com a atual situação do país, que vive uma inflação de mais de 40%, desemprego de quase 10% e um país quase quebrado, com uma dívida de 56 bilhões de dólares com o FMI.

De qualquer forma, chama a atenção o fato de que não é a primeira vez que uma visita de Bolsonaro gera efeitos eleitorais: após as duas passagens do presidente brasileiro pelos Estados Unidos – a primeira em Washington, para ser recebido por Donald Trump, a segunda a Dallas, após ser rechaçado em terras nova-iorquinhas –, um setor do Partido Democrata resolveu lançar a pré-candidatura presidencial do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que ganhou força após sua postura firme em favor dos direitos humanos e contra a realização de uma homenagem a Bolsonaro no Museu de História Natural.

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