11 de outubro de 2018, 20h43

Na Band, Haddad explica que seu projeto é de democratização da mídia, não de controle

Candidato à presidência pelo PT concedeu entrevista exclusiva ao 'Jornal da Band' e explicou pontos de seu programa de governo que envolvem reforma da comunicação até a reforma bancária; ele garantiu ainda que, se eleito, seu ministro da Fazenda será um economista ou alguém ligado à produção, não um banqueiro

Em entrevista exclusiva concedida ao ‘Jornal da Band’, da Band, na noite desta quinta-feira (11), o candidato à presidência pelo PT, Fernando Haddad, explicou do que se trata seu projeto com relação às concessões de mídia, que muitas das fake news que vêm sendo disseminadas dão conta de informar que se trata de uma proposta para “controlar” e “censurar” a mídia.

“Não vou controlar, vou democratizar. No Brasil, em vários estados, uma única família detém a TV, o rádio e o jornal de maior circulação e maior audiência. Isso, nos Estados Unidos, Europa, Alemanha, França, Inglaterra não pode.  Tem que dispersar. Significa que vamos pulverizar para ter mais informações, e não menos. Na renovação da concessão, diremos: essa família não poderá participar desse leilão porque já tem muito poder. Então, você democratiza o acesso à informação”, explicou.

O petista explicou ainda, na mesma entrevista, quais serão suas primeiras medidas para retomar o crescimento e os empregos no país. Segundo Haddad, seu eventual governo baixará impostos de quem ganha até 5 salários mínimos com o objetivo de aumentar o poder de compra desta camada da população. “Com isso o consumo vai aumentar, com o consumo em alta o empresário terá que contratar mais para produzir mais”, explicou. O ex-prefeito de São Paulo disse ainda vai passar a cobrar imposto de renda dos “super-ricos”.

Outro plano anunciado pelo candidato é o da reforma bancária. “Não dá para banco cobrar os juros que cobram hoje. Vamos adotar um padrão bancário internacional, que é um quarto do juro que se paga hoje no Brasil”, disse.

Polarizando com Bolsonaro, o petista informou que, em seu eventual governo, o ministério da Fazenda não será ocupado por um banqueiro, mais sim por algum economista ou alguém ligado a área da produção.

Questionado sobre a Lava Jato, Haddad destacou que a ideia é fortalecer a operação. “Mas precisa ter cuidado para que não haja partidarismo. A população não pode desconfiar de que esteja havendo parcialidade nas ações. O MP precisa receber uma aula de imparcialidade”, disse.