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17 de abril de 2019, 16h53

Na lista dos 100 mais influentes da Time, Bolsonaro aparece como “homofóbico ultraconservador”

Ele é o único brasileiro na lista e aparece ao lado de nomes como Trump, Netanyahu e Juan Guaidó

Foto: Reprodução Time
O presidente Jair Bolsonaro foi escolhido como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Na lista divulgada, nesta quarta-feira (17), Bolsonaro aparece na categoria “líderes”, como um “homofóbico ultraconservador”. Ele é o único brasileiro na lista da Time e aparece ao lado de nomes como o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o israelense Benjamin Netanyahu, o líder da oposição na Venezuela Juan Guaidó e o Papa Francisco. No pequeno perfil de cada um dos escolhidos, o autor, Ian Bremmer, classificou o presidente brasileiro como um “personagem complexo” e “garoto-propaganda da masculinidade tóxica”. Leia a descrição completa: “Jair Bolsonaro é um personagem...

O presidente Jair Bolsonaro foi escolhido como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time. Na lista divulgada, nesta quarta-feira (17), Bolsonaro aparece na categoria “líderes”, como um “homofóbico ultraconservador”.

Ele é o único brasileiro na lista da Time e aparece ao lado de nomes como o presidente dos Estados Unidos Donald Trump, o israelense Benjamin Netanyahu, o líder da oposição na Venezuela Juan Guaidó e o Papa Francisco.

No pequeno perfil de cada um dos escolhidos, o autor, Ian Bremmer, classificou o presidente brasileiro como um “personagem complexo” e “garoto-propaganda da masculinidade tóxica”. Leia a descrição completa:

“Jair Bolsonaro é um personagem complexo. Depois de três meses como presidente do Brasil, ele representa uma ruptura brusca com uma década de corrupção de alto nível e a melhor chance do Brasil em uma geração de implementar reformas econômicas que possam domar a dívida crescente. O ex-oficial do Exército também é um garoto-propaganda da masculinidade tóxica, um homofóbico ultraconservador que pretende travar uma guerra cultural e, talvez, reverter o progresso do Brasil no combate às mudanças climáticas.

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Mas o fascínio por seu apetite por controvérsias obscurece uma verdade importante sobre seu país: o Brasil continua sendo uma democracia dinâmica, com instituições robustas que limitarão tanto o bem quanto o mal que ele poderia causar. Se ele quiser fazer alguma coisa, Bolsonaro terá que aprender a trabalhar dentro desse sistema, para cortar os acordos necessários para avançar sua agenda um passo de cada vez. O tempo dirá se ele tem flexibilidade e resiliência de caráter que precisará”.

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