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04 de setembro de 2018, 21h42

Na Record News, Haddad promete regulação da mídia e reforma agrária

Candidato a vice na chapa de Lula disse, em entrevista, que o governo do PT vai acabar com a concentração de mídia no país e cobrar imposto progressivo de terras improdutivas para fazer desapropriações e reforma agrária

Reprodução
Em sabatina promovida pelo canal por assinatura Record News, na noite desta terça-feira (4), o vice na chapa do PT, Fernando Haddad, afirmou que um eventual governo do PT promoverá regulação da mídia e reforma agrária. As falas sobre as reformas se deram quando foi perguntado sobre uma gestão “mais radical” caso Lula venha a ser eleito. Sobre regulação da mídia, Haddad afirmou que um mesmo grupo midiático não pode deter, em um estado, os jornais, canais de televisão e estações de rádio de maior audiência. “Isso fere principio democrático. Não é assim em nenhum lugar desenvolvido. Quando ocorrer uma...

Em sabatina promovida pelo canal por assinatura Record News, na noite desta terça-feira (4), o vice na chapa do PT, Fernando Haddad, afirmou que um eventual governo do PT promoverá regulação da mídia e reforma agrária.

As falas sobre as reformas se deram quando foi perguntado sobre uma gestão “mais radical” caso Lula venha a ser eleito. Sobre regulação da mídia, Haddad afirmou que um mesmo grupo midiático não pode deter, em um estado, os jornais, canais de televisão e estações de rádio de maior audiência.

“Isso fere principio democrático. Não é assim em nenhum lugar desenvolvido. Quando ocorrer uma concentração, o Estado vai determinar a alienação de uma concessão para outro grupo”, disse. “Não pode a família ACM, a família Sarney, a família Collor ser dona de toda a comunicação de um Estado. Outras vozes precisam falar”, completou o ex-prefeito de São Paulo.

Em outro ponto da entrevista, Haddad prometeu ainda encampar no país, caso sua chapa seja eleita, um projeto de reforma agrária.

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“Vamos ter um imposto para terras improdutivas. Imagina que o sujeito tem terra improdutiva, o imposto dele vai crescer ao longo do tempo enquanto não atingir produtividade, isso vai obrigá-lo a produzir alimentos pra população. E esse imposto progressivo vai ser utilizado para desapropriação de terra e reforma agrária”, explicou.

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