17 de setembro de 2018, 08h31

Na reta final, Alckmin vai bater ainda mais em Bolsonaro e tentar atrair antipetistas

Equipe de comunicação do tucano considera que, graças ao apoio de Lula, Haddad tem grandes chances de passar ao segundo turno

Geraldo-Alckmin. Foto: Divulgação

Equipe de comunicação do presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) e especialistas em pesquisas fizeram reunião de crise neste domingo (16), e debateram os resultados de análises qualitativas. A conclusão é que graças ao apoio de Lula, Fernando Haddad (PT) tem grandes chances de passar ao segundo turno.

A estratégia da campanha, daqui pra frente, será bater mais forte ainda em Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas e tentar atrair os antipetistas que hoje estão com ele.

Durante a reunião, Alckmin reconheceu que era preciso melhorar rapidamente sua pontuação nas sondagens eleitorais porque, segundo ele, é isso que vai reengajar aliados na campanha.

A campanha de Alckmin tem sofrido traições de aliados, especialmente no Nordeste. Candidatos a deputado estadual e federal de partidos como DEM e PP têm distribuído santinhos em que pregam voto no 13, o número do PT, para presidente.

Os que não pedem votos para o PT, simplesmente não colocam Alckmin nos panfletos. O tucano produziu material casado, com o número dele, para esses candidatos, mas a cúpula da campanha admite que, até agora, pouca gente levou esses panfletos para a rua.

Dirigentes da campanha de Haddad dizem que, se Alckmin não reagir em até uma semana, pode-se considerar que só um milagre leva o tucano ao segundo turno.

As informações são do Painel, da Folha