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05 de março de 2019, 09h59

Não é momento de festa mas de resistência, diz Mônica Benício

"Eu e Marielle sempre entendemos o Carnaval como um espaço de resistência popular", afirmou ela, relatando ter pedido para não usar fantasia.

A viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício, que desfilou pela Estação Primeira de Mangueira na madrugada desta terça-feira (5), na Sapucaí, disse em entrevista à Folha de S. Paulo que inicialmente teve receio de aceitar o convite da escola. Segundo ela, o medo foi que a atitude passasse a impressão de festa. Mônica contou ao jornal só ter aceito o convite após o carnavalesco da escola, Leandro Vieira, fazer um tour pelo barracão explicando o enredo. Com o enredo “História para ninar gente grande”, a Mangueira contou a verdadeira história do Brasil, homenageando heróis esquecidos, negros, índios e mulheres. A...

A viúva da vereadora Marielle Franco, Mônica Benício, que desfilou pela Estação Primeira de Mangueira na madrugada desta terça-feira (5), na Sapucaí, disse em entrevista à Folha de S. Paulo que inicialmente teve receio de aceitar o convite da escola. Segundo ela, o medo foi que a atitude passasse a impressão de festa.

Mônica contou ao jornal só ter aceito o convite após o carnavalesco da escola, Leandro Vieira, fazer um tour pelo barracão explicando o enredo.

Com o enredo “História para ninar gente grande”, a Mangueira contou a verdadeira história do Brasil, homenageando heróis esquecidos, negros, índios e mulheres. A escola também apresentou uma visão crítica de personagens enaltecidas nos livros de história, como os bandeirantes.

A homenagem a Marielle Franco, citada no enredo, foi um dos destaques do desfile. O rosto da vereadora e ativista dos direitos humanos foi estampado em bandeiras e faixas na última ala, que contou com a presença de Mônica Benício. A viúva saiu à frente de um grupo de pessoas de comunidades que conseguiram se destacar através de seus próprios feitos.

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“Não é um momento de festa. Eu e Marielle sempre entendemos o Carnaval como um espaço de resistência popular”, afirmou ela à Folha, relatando ainda ter pedido ao carnavalesco para não usar fantasia.

Marielle Franco, vereadora e ativista pelos direitos humanos, foi assassinada há cerca de um ano junto com seu motorista, Anderson Gomes, em 14 de março de 2018. Investigações apontam a ligação do crime com um grupo miliciano do Rio de Janeiro.

 

 

 

 

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