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06 de Janeiro de 2015, 17h34

“Negros e gays não se ofendiam antigamente”, diz Renato Aragão

O comediante minimizou a importância do assunto e negou que as piadas fossem preconceituosas: “Na época, a gente fazia como uma brincadeira".

O comediante minimizou a importância do assunto e negou que as piadas fossem preconceituosas: “Na época, a gente fazia como uma brincadeira”

Por Redação

O humorista Renato Aragão deu uma entrevista à revista Playboy de janeiro, que chega às bancas nesta terça-feira (6). Ele faz um balanço dos quase 55 anos de seu personagem mais famoso, o Didi, e relembra a época do grupo Os Trapalhões (1966-1995). Segundo Aragão, o tipo de humor feito no país mudou bastante nos últimos anos. “Naquela época, essas classes dos feios, dos negros e dos homossexuais, elas não se ofendiam. Elas sabiam que não era para atingir, para sacanear”, afirmou.

Aragão minimizou a importância do assunto e negou que as piadas fossem preconceituosas. “Na época, a gente fazia como uma brincadeira. Era uma brincadeira de circo entre eu e o Mussum (1941-1994). Como se fôssemos duas crianças em casa brincando. A intenção não era ofender ninguém. Hoje, todas as classes sociais ganharam a sua área, a sua praia, e a gente tem que respeitar muito isso”, disse.

Com o contrato renovado até 2017 e a promessa de um programa na grade da Globo este ano, ele defendeu a emissora e o programa Criança Esperança. Porém, aproveitou a oportunidade para criticar a nova geração de comediantes que integram o grupo Porta dos Fundos: “Eles só estão errando porque pegam pesado demais. Não precisa”.

Foto de capa: Divulgação