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19 de Fevereiro de 2010, 12h17

Neide Castanha, eterna ativista

Defensora dos direitos humanos, foi na luta pela proteção às crianças e aos adolescentes que Neide Castanha ficou conhecida no Brasil e no exterior

Defensora dos direitos humanos, foi na luta pela proteção às crianças e aos adolescentes que Neide Castanha ficou conhecida no Brasil e no exterior

Por Ivens Reyner

Em janeiro de 2010, o Brasil perdeu uma importante ativista dos direitos humanos, a mineira Neide Viana Castanha, vítima de câncer, aos 55 anos. A militante esteve por oito anos na secretaria executiva do Comitê Nacional de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e na coordenação do Cecria (Centro de Referência, Estudos e Ações sobre Crianças e Adolescentes).

Formada em Assistência Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Neide lutou por muitos anos pela garantia dos direitos e proteção das crianças e dos adolescentes no Brasil. Foi ela uma das maiores mobilizadoras para a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 1990, que completa 20 anos em julho.

Neide também sempre esteve muito envolvida nas mobilizações do dia 18 de maio, Dia Nacional do Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Em 2006, entregou no Congresso Nacional um abaixo-assinado com 5 mil assinaturas pedindo medidas de maior proteção às crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual.

Foi o exemplo de alguém que lutava intensamente por seu ideais. Ela se envolveu na organização de lideranças para o 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes, que aconteceu no Rio de Janeiro em 2008. E devido ao seus incansáveis trabalhos pela proteção desse público, Neide recebeu diversas homenagens, incluindo os prêmios “Cláudia 2009” e o “Mulher Cidadã Bertha Lutz”.

Ela nos deixa diversas reflexões, mas principalmente nos mostrou a importância de assumirmos o compromisso com a proteção dos direitos das crianças e dos adolescentes. Uma frase dita por ela mostra o quanto é necessário dar continuidade a seu trabalho, sendo responsabilidade de todos. ” As crianças não têm dono, são patrimônio do País”.

Com informações da revista Viração.