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14 de Fevereiro de 2018, 10h41

New York Times destaca Temer como Vampiro no Carnaval

O New York Times ainda explicou a origem do pato e chamou a FIESP de “poderosa organização de lobby industrial”

O carnaval brasileiro foi destaque no jornal americano The New York Times. Para o jornal, há alguns brasileiros que provavelmente não estão encontrando muito para apreciar nos coloridos desfiles carnavalescos: as autoridades.

O jornal lembrou as últimas pesquisas de avaliação do governo: “Temer, cuja popularidade é de um único dígito, passou seu último Carnaval como presidente com um grupo de 40 pessoas em uma praia militar ao sul do Rio. Mais cedo, algumas centenas de foliões em Brasília organizaram uma festa de rua para se divertir com o seu recente tratamento de saúde e a reforma da Previdência”.

O New York Times entrevistou o historiador Luiz Antonio Simas, especialista em carnaval. Para ele, “esta foi a festa mais política desde meados dos anos 80, quando a ditadura militar brasileira estava prestes a terminar”, disse. “O Brasil mergulhou num caos político e em escândalos de corrupção e as pessoas querem desabafar suas frustrações ao mesmo tempo em que querem estar na festa. Essa é uma ótima mistura para o Carnaval”, disse.

O New York Times relatou também a visita de João Doria ao sambódromo do Rio: “O prefeito de São Paulo, João Doria, que até recentemente era visto como candidato presidencial, ouviu insultos ao visitar o sambódromo da cidade. Uma foto dele sendo desprezado pelo cantor Zeca Pagodinho viralizou nas redes brasileiras no domingo”.

O jornal lembrou também o desfile da Paraiso do Tuiuti, que “apresentou patos de plástico manipulados por marionetes, em uma referência a um pato de plástico gigante usado por conservadores para se queixar dos altos impostos do Brasil durante manifestações há dois anos, pressionando o impeachment da então presidente Dilma Rousseff. A escola também tinha um vampiro vestindo a faixa presidencial sob várias contas de dólar falso”.

O New York Times ainda explicou a origem do pato e chamou a FIESP de “poderosa organização de lobby industrial”: “Há dois anos, uma poderosa organização de lobby industrial usava um pato de plástico gigante em grandes manifestações para pressionar o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff”.

Foto: Mídia NINJA