21 de julho de 2018, 13h07

Nigéria oficializa proibição da mutilação genital feminina, em decisão histórica

Esse tipo de intervenção no país é um tema que está em debate há anos, sendo uma vitória para as pessoas que acreditam na importância do fim das práticas machistas

(Foto: Ricardo Stuckert)
Depois de intensos debates e mobilização internacional, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, finalmente aprovou a criminalização da mutilação genital feminina no país. Este, provavelmente, foi a última medida de sua gestão, pois foi derrotado na eleição por Muhammadu Buhari. A nova lei federal representa um marco na mudança de postura do país da África Ocidental. As informações são do Geledës. A determinação, que prevê, ainda, punição para os homens que abandonarem suas mulheres e filhos, vai contribuir para a diminuição dessa prática de mutilação. Segundo levantamento feito por entidades de defesa dos direitos humanos, a mutilação feminina atingiu 25%...

Depois de intensos debates e mobilização internacional, o presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, finalmente aprovou a criminalização da mutilação genital feminina no país. Este, provavelmente, foi a última medida de sua gestão, pois foi derrotado na eleição por Muhammadu Buhari. A nova lei federal representa um marco na mudança de postura do país da África Ocidental. As informações são do Geledës.

A determinação, que prevê, ainda, punição para os homens que abandonarem suas mulheres e filhos, vai contribuir para a diminuição dessa prática de mutilação. Segundo levantamento feito por entidades de defesa dos direitos humanos, a mutilação feminina atingiu 25% das mulheres nigerianas entre 15 e 49 anos. A Organização das Nações Unidas informou em 2014 que o ato gera infertilidade, perda do prazer sexual, além de oferecer risco de morte causado por possíveis infecções.

“É crucial que continuemos com os esforços de mudanças de visões culturais que permitem a violência contra a mulher. Só assim esta prática agressiva terá um fim”, declarou Stella Mukasa, diretora do núcleo de Gênero, Violência e Direitos do Centro de Pesquisas da Mulher, ao The Guardian.