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22 de março de 2019, 16h15

No Chile, Eduardo Bolsonaro repete fake news do pai contra jornalista e fala em “uso da força” na Venezuela

O deputado, que preside a Comissão de Relações Exteriores na Câmara, disse que a "opção militar" é considerada para a solução da crise no país vizinho

Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Para manter o papel de chanceler informal e a típica subserviência aos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, declarou, em entrevista concedida no Chile – onde o pai cumpre agenda oficial –, que “de alguma maneira, será necessário o uso da força” na Venezuela. O parlamentar chamou ainda de criminoso o presidente do país vizinho, Nicolás Maduro. Na entrevista concedida em vídeo para o site do jornal “La Tercera”, Eduardo afirmou que todas as opções para o enfrentamento da crise na Venezuela “estão na mesa”, incluindo a “opção militar”. O deputado foi além e...

Para manter o papel de chanceler informal e a típica subserviência aos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, declarou, em entrevista concedida no Chile – onde o pai cumpre agenda oficial –, que “de alguma maneira, será necessário o uso da força” na Venezuela. O parlamentar chamou ainda de criminoso o presidente do país vizinho, Nicolás Maduro.

Na entrevista concedida em vídeo para o site do jornal “La Tercera”, Eduardo afirmou que todas as opções para o enfrentamento da crise na Venezuela “estão na mesa”, incluindo a “opção militar”.

O deputado foi além e reiterou comprovada fake news já espalhada por Jair Bolsonaro no início do março. Ao ser questionado sobre as denúncias envolvendo o laranjal do PSL e seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), Eduardo afirmou que a jornalista de O Estado de S. Paulo responsável por reportagens sobre os assuntos, Constança Rezende, teria sido gravada, dizendo que tinha motivações políticas ao publicar as matérias.

A mentira do clã, no entanto, foi revelada no Brasil pouco tempo depois de o presidente da República compartilhar o material com as falsas acusações distribuído pelo site bolsonarista Terça Livre.

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