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29 de março de 2019, 06h25

No embate da Previdência, Paulo Guedes usa grito de guerra em inglês: “No surrender, no retreat”

"Slogan" do grupo foi enviado junto a mensagens de incentivo a Guedes - "Você é brilhante" - enquanto esteve no Senado. Na batalha da Câmara, ministro escalou economistas para fazer plantão e tirar dúvidas sobre a reforma. No outro front, Psol convocou especialistas da Unicamp para fazer o mesmo

Paulo Guedes, ministro da Economia ( Jefferson Rudy/Agência Senado)
A influência estadunidense em Paulo Guedes está muito além da formação neoliberal da escola de Chicago. Encarando a aprovação do pacote de maldades da Reforma da Previdência como uma batalha, o ministro da Economia estipulou em seu grupo até um grito de guerra. Em inglês. “No surrender, no retreat! (nenhuma rendição, nenhum recuo)”, lia em seu whatsapp nas mensagens que recebia da equipe durante a exposição no na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na quarta-feira (27). As palavras são tidas como slogan do grupo. As informações são de Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (29) da Folha de...

A influência estadunidense em Paulo Guedes está muito além da formação neoliberal da escola de Chicago. Encarando a aprovação do pacote de maldades da Reforma da Previdência como uma batalha, o ministro da Economia estipulou em seu grupo até um grito de guerra. Em inglês.

“No surrender, no retreat! (nenhuma rendição, nenhum recuo)”, lia em seu whatsapp nas mensagens que recebia da equipe durante a exposição no na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado na quarta-feira (27). As palavras são tidas como slogan do grupo. As informações são de Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (29) da Folha de S.Paulo.

Segundo a reportagem, enquanto esteve com os senadores, o núcleo duro de assessores do ministério enviava a Guedes mensagens de incentivo pelo WhatsApp. “Paulo, você foi brilhante. Você nos inspira e nos dá muito orgulho de fazer parte de sua equipe”, dizia uma das mensagens.

Batalha na Câmara
O clima de guerra é tamanho, que Guedes escalou uma infantaria para acompanhá-lo na próxima semana na Câmara – tido como um front mais hostil que o Senado.

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O ministro levará com ele o secretário da Previdência e Trabalho, Rogerio Marinho, seus adjuntos, Bruno Bianco e Leonardo Rolim, o assessor especial Marcelo Siqueira e José Levi, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Entre outros.

Um dos desafios do ministro, de acordo com integrantes de sua esquipe, será se manter calmo diante das provocações e passar incólume pela pressão e eventuais cascas de banana.

A batalha na Câmara ainda contará com dez economistas escalados para o Ministério para fazer plantão na Casa, esclarecendo dúvidas dos deputados sobre a Previdência.

No outro front, o PSol já convocou economistas da Unicamp contrários às propostas para conversar com os parlamentares.

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