Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

14 de março de 2019, 13h24

No Maranhão, governadores do Nordeste firmam acordo para integração e desenvolvimento econômico

O Consórcio Nordeste é uma parceria institucional entre os Estados que visa melhorar a gestão e economizar recursos públicos

Foto: Karlos Geromy

São Luís virou a sede do 2º encontro do Fórum dos Governadores do Nordeste 2019. Recebidos pelo governador Flávio Dino, nesta quinta-feira (14) os governadores assinam o Consórcio Nordeste, um bloco de cooperação entre os nove estados da região em diversas áreas.

O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste, conhecido como Consórcio Nordeste, tem por objetivo firmar parcerias de compras compartilhadas entre os estados da região. A medida deve reduzir gastos com produtos e serviços.

Anfitrião, Dino explica que todos os estados precisam comprar viaturas policiais, por exemplo. Com a formação do consórcio, em vez de cada unidade da federação contratar separadamente, os noves estados se juntam e passam a ter mais condições de obter preços melhores.

Além de Paulo Câmara (PSB-PE), Rui Costa (PT-BA) e Fátima Bezerra (PT-RN), também marcam presença Wellington Dias (PT-PI), Camilo Santana (PT-CE), João Azevedo (PSB-PB) e Belivaldo Chagas (PSC-SE). O vice-governador de Alagoas, Luciano Barbosa (MDB), representa o chefe do Executivo do Estado, Renan Filho, também emedebista.

Das vantagens

Entre as vantagens apresentadas, está de quanto maior o número de produtos ou serviços contratados, mais barato será o produto por unidade. Portanto, os nove estados poderão conseguir preços melhores como medicamentos, equipamentos agrícolas, entre outros.

O Consórcio facilitará também que seja cedido a outros estados viaturas ou mesmo policiais de forma temporária. Além disso, os nove estados terão mais força para apresentar ao mercado internacional a oferta de seus produtos.

O peso político também é observado na iniciativa. Um estado hoje tem menos poder de influência nas grandes questões brasileiras. Com o Consórcio, o bloco acredita que terá maior peso em decisões que são tomadas em Brasília.