12 de março de 2019, 06h03

No mês da mulher, espetáculo sobre Olga Benário estreia em SP

“Falar de Olga nos dias de hoje é falar da luta dos trabalhadores contra a ascensão do fascismo no Brasil e no mundo”, afirmou à Fórum a diretora do espetáculo “Somos todos Olga”, do Bando de Teatro dos Comuns; saiba mais

Foto: Divulgação
No mês que marca o Dia Internacional da Mulher, o Bando de Teatro dos Comuns, companhia formada por atores e militantes de esquerda, faz quatro apresentações em São Paulo do espetáculo “Somos Todos Olga”, uma peça biográfica sobre Olga Benário Prestes, a revolucionária que, ao lado do companheiro, Luiz Carlos Prestes, liderou a Intentona Comunista de 1935. Presa e entregue pelo então presidente Getúlio Vargas aos nazistas, em 1936, Olga, que era judia e comunista, foi assassinada em 1942 em uma câmara de gás na cidade de Bernburg, Alemanha. O espetáculo, estrelado e dirigido por Alessandra Cavagna, se passa nos...

No mês que marca o Dia Internacional da Mulher, o Bando de Teatro dos Comuns, companhia formada por atores e militantes de esquerda, faz quatro apresentações em São Paulo do espetáculo “Somos Todos Olga”, uma peça biográfica sobre Olga Benário Prestes, a revolucionária que, ao lado do companheiro, Luiz Carlos Prestes, liderou a Intentona Comunista de 1935.

Presa e entregue pelo então presidente Getúlio Vargas aos nazistas, em 1936, Olga, que era judia e comunista, foi assassinada em 1942 em uma câmara de gás na cidade de Bernburg, Alemanha.

O espetáculo, estrelado e dirigido por Alessandra Cavagna, se passa nos dias de Olga na prisão e é inspirado nas cartas que a ativista escreveu ao seu companheiro Luiz Carlos Prestes e a sua filha Anita Leocádia Prestes.

De teor militante, “Somos Todas Olga” surge em um momento de forte propaganda anticomunista promovida pelo governo de Jair Bolsonaro e dialoga com a ascensão de pensamentos fascistas no Brasil e no mundo.

“Olga foi uma mulher, militante comunista de seu tempo que lutou contra todas as formas de opressão, na defesa dos direitos do proletariado e foi assassinada pelo nazismo. Falar de Olga nos dias de hoje é falar da luta dos trabalhadores contra a ascensão do fascismo no Brasil e no mundo e contra todo o sistema de exploração da força de trabalho do nosso povo. Falar de Olga hoje é reafirmar nossa luta classista, é ir contra todo o tipo de propaganda anticomunista que vem sendo difundida na sociedade”, disse à Fórum a diretora do espetáculo.

De acordo com Alessandra, a peça resgata o conceito de utopia de uma sociedade “realmente justa, democrática e igualitária”.

“Mas não de uma utopia no sentido de um sonho não realizável, mas da Utopia no sentido que Galeano nos traz: ‘A utopia está lá no horizonte. Me aproximo dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar’”, explica.

Dedicado a Marielle Franco, o espetáculo estreia na quinta-feira (14), data em que se completa um ano do assassinato, ainda sem respostas, da vereadora do PSOL.

Confira, abaixo, as datas e locais de apresentação.

Dia 14/03 às 21h00
Sede do PCB – Partido Comunista Brasileiro
Rua Francisca Miquelina, 94 – Bixiga

Dia 15/03 às 21h00
Espaço Augusto Boal
Rua Guaianases, 253 – República (Centro)

Dia 16/03 às 19h
Centro Cultural Arte em Construção – Instituto Pombas Urbanas
Av. Dos Metalurgicos, 2100 – Cidade Tiradentes

Dia 23/03 às 19h
CDC – Vento Leste (Espaço Ocupado pelo Dolores Boca Aberta)
Rua Frederico Brotero, 60
Cidade Patriarca

Acesso: pague quanto puder