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11 de junho de 2019, 08h35

No Twitter, Haddad reclama de tolerância com abusos de Moro: “até quando?”

Embora o comentário não aborde as revelações do Caso Vaza Jato, a pergunta final (“até quando?”), em referência à tolerância para com as irregularidades do ex-juiz e agora ministro, deixa subentendido que a indignação tem a ver com o acúmulo de situações em que as contravenções de Moro não tiveram maiores consequências.

Foto: Reprodução
O ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato presidencial Fernando Haddad publicou em seu Twitter, nas primeiras horas desta terça (11/6), um comentário questionando a impunidade a Sérgio Moro, em virtude das diferentes irregularidades cometidas por ele quando era o juiz da Operação Lava Jato. Em sua mensagem, Haddad lembra: “Moro deveria ter sido afastado da Lava Jato quando quebrou ilegalmente o sigilo telefônico de um chefe de Estado. Crime grave em qualquer país. Pediu escusas e se safou. Em seguida, aceitou o Ministério da Justiça em troca de uma vaga no STF com a mesma naturalidade. Até quando?”. Moro deveria...

O ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato presidencial Fernando Haddad publicou em seu Twitter, nas primeiras horas desta terça (11/6), um comentário questionando a impunidade a Sérgio Moro, em virtude das diferentes irregularidades cometidas por ele quando era o juiz da Operação Lava Jato.

Em sua mensagem, Haddad lembra: “Moro deveria ter sido afastado da Lava Jato quando quebrou ilegalmente o sigilo telefônico de um chefe de Estado. Crime grave em qualquer país. Pediu escusas e se safou. Em seguida, aceitou o Ministério da Justiça em troca de uma vaga no STF com a mesma naturalidade. Até quando?”.


O comentário do ex-presidenciável tem duas partes. Começa se referindo ao vazamento dos grampos entre os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, em março de 2016, às vésperas da nomeação de Lula ao Ministério da Casa Civil, visando justamente boicotar a chegada dele ao cargo – tarefa na qual teve sucesso, como se sabe.

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Em seguida, Haddad fala sobre o cargo que Jair Bolsonaro já deu a Sérgio Moro (o de ministro da Justiça) e outro que prometeu ao mesmo ex-juiz (o presidente afirmou, em abril, que Moro seria sua primeira indicação para o Supremo Tribunal Federal).

Embora o comentário não aborde as revelações do Caso Vaza Jato, a pergunta final (“até quando?”), em referência à tolerância para com as irregularidades do ex-juiz e agora ministro, deixa subentendido que a indignação tem a ver com o acúmulo de situações em que as contravenções de Moro não tiveram maiores consequências.

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