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09 de abril de 2019, 07h54

Nordeste é a região mais afetada por debandada no Mais Médicos

Problema é decorrente dos ataques de Bolsonaro ao programa, que tiraram mais de 8 mil profissionais cubanos do Brasil no fim do ano passado

Foto: Arison Jardim/ Secom
Reportagem de Alex Tajra para o UOL, nesta terça-feira (09), mostra que 40% das 1.052 desistências do programa Mais Médicos se deram na região Nordeste. A Bahia foi o estado mais afetado, com a perda de 117 profissionais que atendiam em unidades básicas de saúde. O problema é decorrente da saída de 8.517 médicos cubanos do Brasil, em razão dos ataques de Jair Bolsonaro, que, já antes de sua posse, questionava a capacitação técnica dos profissionais e o acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). O governo havia informado que todas as vagas tinham sido...

Reportagem de Alex Tajra para o UOL, nesta terça-feira (09), mostra que 40% das 1.052 desistências do programa Mais Médicos se deram na região Nordeste. A Bahia foi o estado mais afetado, com a perda de 117 profissionais que atendiam em unidades básicas de saúde.

O problema é decorrente da saída de 8.517 médicos cubanos do Brasil, em razão dos ataques de Jair Bolsonaro, que, já antes de sua posse, questionava a capacitação técnica dos profissionais e o acordo entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

O governo havia informado que todas as vagas tinham sido preenchidas por brasileiros, mas a saída de 15% dos médicos que aderiram ao programa – por salários de R$ 11.800,00 – reitera a fragilidade da alternativa.

O Sudeste é a segunda região mais afetada pela debandada (32,5%). São Paulo concentra 181 desistências.

O Ministério da Saúde alega que os postos vagos estão sendo ocupados por médicos brasileiros formados no exterior.

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