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22 de dezembro de 2018, 10h50

Novo chanceler de Bolsonaro já demite funcionários antes de assumir cargo

Diversos diplomatas descrevem o clima no Itamaraty como sendo de “caça às bruxas” e “incerteza”

Foto: Divulgação
O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ainda não assumiu, mas já está demitindo funcionários. Dois respeitados embaixadores que iam assumir altos cargos em Brasília foram informados pela equipe de transição do governo Jair Bolsonaro de que seus serviços não eram mais necessários e estão encostados, sem função. As mudanças no Itamaraty que são vistas pelos diplomatas como expurgos. As mudanças na estrutura do ministério são normais, mas acontecem apenas após a posse dos chanceleres. Existe a percepção de que Araújo pretende promover um choque geracional e dar cargos de chefia a diplomatas mais jovens. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será...

O futuro ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ainda não assumiu, mas já está demitindo funcionários. Dois respeitados embaixadores que iam assumir altos cargos em Brasília foram informados pela equipe de transição do governo Jair Bolsonaro de que seus serviços não eram mais necessários e estão encostados, sem função. As mudanças no Itamaraty que são vistas pelos diplomatas como expurgos.

As mudanças na estrutura do ministério são normais, mas acontecem apenas após a posse dos chanceleres. Existe a percepção de que Araújo pretende promover um choque geracional e dar cargos de chefia a diplomatas mais jovens.

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A forma como foi feita a comunicação foi vista como bastante deselegante. Alguns foram “demitidos” por telefone.

Diversos diplomatas ouvidos pela Folha descrevem o clima no Itamaraty como sendo de “caça às bruxas” e “incerteza”. O medo é de que haverá uma limpeza geral, e jovens diplomatas que não tenham alinhamento com as gestões anteriores ganharão espaço.

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O ex-chanceler Celso Amorim, por exemplo, também fez expurgos durante o governo Lula (2003-2010), e deslocou diplomatas que eram vistos como mais próximos de governos tucanos, como Gelson Fonseca, Marcos Caramuru e José Alfredo Graça Lima, em cargos de menor destaque.

A diferença é que Amorim já havia assumido como ministro e os diplomatas não ficaram sem função, foram apenas alocados para postos de menor destaque, fora do país.

Leia mais sobre o assunto na Folha

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