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09 de janeiro de 2019, 19h34

Novo recuo: Governo Bolsonaro anula mudanças em livros didáticos

Ministro da Educação culpou a gestão anterior pelas alterações no edital que permitiriam livros didáticos com publicidade, sem bibliografia e sem revisão

Bolsonaro, Ricardo Vélez-Rodriguez e Olavo de Carvalho (Arquivo)
O governo de Jair Bolsonaro, que tem anunciado medidas e as cancelado quase que diariamente, anunciou o segundo recuo do dia: depois de voltar atrás, nesta quarta-feira (9), na paralisação da reforma agrária, decidiu anular as alterações no edital para a aquisição de livros didáticos que seriam entregues em escolas a partir de 2020. Publicadas no Diário Oficial da União no dia 2 de janeiro, as alterações vieram à tona hoje e causaram polêmica. Entre as mudanças, estavam a não obrigatoriedade de revisão e da bibliografia, além da inclusão de publicidade de produtos e serviços. O material também não seria...

O governo de Jair Bolsonaro, que tem anunciado medidas e as cancelado quase que diariamente, anunciou o segundo recuo do dia: depois de voltar atrás, nesta quarta-feira (9), na paralisação da reforma agrária, decidiu anular as alterações no edital para a aquisição de livros didáticos que seriam entregues em escolas a partir de 2020.

Publicadas no Diário Oficial da União no dia 2 de janeiro, as alterações vieram à tona hoje e causaram polêmica. Entre as mudanças, estavam a não obrigatoriedade de revisão e da bibliografia, além da inclusão de publicidade de produtos e serviços. O material também não seria obrigado a incluir a diversidade étnica brasileira, podendo ser ilustrado apenas com figuras de pessoas brancas, por exemplo.

Após a repercussão negativa, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, ligado ao “filósofo” Olavo de Carvalho, divulgou nas redes sociais uma nota em que anuncia a anulação das alterações e culpa a gestão anterior pelas mudanças contidas no edital.

“O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, decidiu tornar sem efeito o 5º Aviso de Retificação do edital do PNLD 2020, publicado no dia 2 de janeiro, tendo em vista os erros que foram detectados no documento cuja produção foi realizada pela gestão anterior do MEC”, diz a nota.

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