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29 de setembro de 2013, 14h32

NSA tem o perfil dos contatos sociais de milhões de cidadãos

Investigação do The New York Times, baseada nos documentos revelados por Snowden, mostra como a agência se dedica há anos a aprofundar o conhecimento do perfil de qualquer cidadão americano

Investigação do The New York Times, baseada nos documentos revelados por Snowden, mostra como a agência se dedica há anos a aprofundar o conhecimento do perfil de qualquer cidadão americano Por Esquerda.net Uma investigação publicada sábado pelo The New York Times, baseada nos documentos revelados por Edward Snowden, mostram como a Agência Nacional de Segurança (NSA) se dedica há anos a traçar uma rede de contatos sociais para aprofundar o perfil de qualquer cidadão americano. A ideia é que pode ser muito mais revelador da atividade de uma pessoa saber com quem ela se relaciona, por onde se desloca, a...

Investigação do The New York Times, baseada nos documentos revelados por Snowden, mostra como a agência se dedica há anos a aprofundar o conhecimento do perfil de qualquer cidadão americano

Por Esquerda.net

Uma investigação publicada sábado pelo The New York Times, baseada nos documentos revelados por Edward Snowden, mostram como a Agência Nacional de Segurança (NSA) se dedica há anos a traçar uma rede de contatos sociais para aprofundar o perfil de qualquer cidadão americano.

A ideia é que pode ser muito mais revelador da atividade de uma pessoa saber com quem ela se relaciona, por onde se desloca, a que instituições recorre, onde faz compras, do que o próprio conteúdo das mensagens.

Os chamados “metadados” podem ser, de fato, extremamente reveladores. Os registros de e-mails e de chamadas telefônicas, por exemplo, permitem aos analistas da NSA identificar amigos pessoais e sócios, detectar onde essas pessoas estavam em determinado momento, obter pistas sobre afiliações ou preferências partidárias ou religiosas, retirar conclusões de chamadas regulares para psiquiatras, por exemplo.

Slide de uma apresentação de powerpoint da NSA sobre a forma como a agência relaciona as pessoas umas com as outras

O jornal ouve um professor de direito da George Washington University que explica que saber o número para o qual a pessoa ligou numa certa hora, ou a localização do celular, permite traçar a imagem do que essa pessoa está a fazer. “É o equivalente digital de seguir uma pessoa na rua”.

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Resolução de 1979

A recolha desses dados foi desencadeada por uma resolução da Suprema Corte de 1979 que estabelecia que o cidadão não pode esperar que haja privacidade em relação ao número telefônico para o qual ligou. A partir daí, a NSA passou a obter dados como o registro de telefonemas dados e recebidos e endereços de e-mail sem pedir autorização a um tribunal, o que teria de fazer se quisesse conhecer o conteúdo dessas chamadas.

Esses dados só eram permitidos, porém, se estivessem relacionados a uma ligação entre um cidadão americano e outro estrangeiro. A partir de 2010, porém, a NSA passou a fazer essa “perseguição digital” a qualquer cidadão americano, bastando para isso dizer que havia motivos relacionados com a política externa.

O New York Times revela que pelo pedido de orçamento da agência para 2013 é possível ter uma ideia do alcance a que esta análise de metadados chega: o software e o número de técnicos permite à NSA registrar 20 mil milhões de eventos diariamente, e torná-los disponíveis aos analistas da NSA em apenas 60 minutos.

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