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30 de junho de 2014, 13h40

O Estado Islâmico e um califado no Oriente Médio

Insurgentes sunitas do Isis declaram, depois de 90 anos extinto, um novo califado que se estende da Síria ao Iraque – e supostamente têm o objetivo de alcançar os limites do norte da África Por Redação O grupo armado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis ou Isil, sigla em inglês), formado por insurgentes sunitas […]

Insurgentes sunitas do Isis declaram, depois de 90 anos extinto, um novo califado que se estende da Síria ao Iraque – e supostamente têm o objetivo de alcançar os limites do norte da África

Por Redação

O grupo armado Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isis ou Isil, sigla em inglês), formado por insurgentes sunitas que controlam grandes áreas tanto do Iraque quanto da Síria, mudou seu nome apenas para Estado Islâmico e anunciou o estabelecimento de um califado ao longo dos dois países.

Em uma gravação de áudio divulgada nesse domingo (29), o grupo declarou seu chefe, Abu Bakr al-Baghdadi, o “califa e líder de todos os muçulmanos” e pediu que outro grupos jurassem lealdade à causa do Estado Islâmico. Este domingo também marcou o primeiro dia do Ramadã – o mês sagrado para os muçulmanos.

O novo califado – regime político islâmico abolido há mais de 90 anos por Kemal Atatürk, o primeiro presidente da Turquia – se estenderia de Aleppo, no norte da Síria, até a província de Diyala, no leste do Iraque, e seu grande objetivo seria formar um governo único, sem fronteiras, do Mediterrâneo ao Golfo Pérsico, como existiu séculos atrás. Tal regime era efetivamente uma república islâmica, tendo apenas um líder (espiritual e político) e desconsidera qualquer fronteira geográfica.

O antigo Isis é um grupo de dissidentes da Al-Qaeda – que inclusive os considerou extremistas demais – há semanas vem conquistando cada vez mais territórios no Iraque, desafiando o governo xiita de Nouri al-Maliki. Por conta disso, um “casamento de conveniência” se formou entre os EUA – que a princípio apoiam Maliki – e o Irã, que é o maior país xiita no mundo. Para saber mais sobre o estranho jogo de alianças entre antagonistas globais que o avanço dos insurgentes sunitas no Iraque causou clique aqui, em matéria da nossa edição digital semanal.

Todavia, a decisão unilateral do Isis pode atrapalhar a causa de outros grupos insurgentes sunitas dentro do Iraque, que lutam contra o governo de Maliki, e não por um califado.