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19 de abril de 2019, 14h45

“O Exército matou meu filho”, diz mãe de rapaz fuzilado no Rio

Luciano Macedo tentou ajudar a família do músico Evaldo Rosa, que teve seu veículo metralhado por mais de 80 tiros, em Guadalupe

Foto: Reprodução/TV Globo
Como não poderia deixar de ser, revolta e indignação marcaram o enterro da segunda vítima assassinada em ação do Exército com 80 tiros, em Guadalupe, Rio de Janeiro. “O Exército matou meu filho”, declarou Aparecida Macedo, mãe do catador Luciano Macedo, sepultado nesta sexta-feira (19), no Cemitério do Caju, Zona Portuária. Luciano foi alvejado por três tiros ao tentar ajudar o músico Evaldo Rosa, que morreu em seu veículo pelo fuzilamento. O rapaz deixa a esposa grávida de cinco meses. “Meu filho só estava tentando ter a casinha dele. Tinha a carteira assinada, mas não teve oportunidade, tá entendendo? E...

Como não poderia deixar de ser, revolta e indignação marcaram o enterro da segunda vítima assassinada em ação do Exército com 80 tiros, em Guadalupe, Rio de Janeiro. “O Exército matou meu filho”, declarou Aparecida Macedo, mãe do catador Luciano Macedo, sepultado nesta sexta-feira (19), no Cemitério do Caju, Zona Portuária.

Luciano foi alvejado por três tiros ao tentar ajudar o músico Evaldo Rosa, que morreu em seu veículo pelo fuzilamento. O rapaz deixa a esposa grávida de cinco meses.

“Meu filho só estava tentando ter a casinha dele. Tinha a carteira assinada, mas não teve oportunidade, tá entendendo? E eu ainda falei para ele: ‘Vai fazer barraco aí?’. Aí ele falou pra mim: ‘Fica calma, coroa. O Exército está ali, a gente está seguro’. O Exército matou meu filho. O Exército matou meu filho”, desabafou Aparecida.

Luciano era catador de latinhas e passava pela rua na hora da ação. Testemunhas relataram que ele chegou a tirar uma criança de sete anos do veículo metralhado pelo Exército, mas foi atingido pelos disparos quando chegou ao corpo de Evaldo.

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Com informações do G1

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