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22 de junho de 2012, 15h15

O FSM e as novas formas de luta

Desde sua primeira edição, em 2001, o Fórum Social Mundial (FSM), assim como suas edições temáticas, tem servido como ponto de articulação dos mais diversos movimentos em todo o mundo

Desde sua primeira edição, em 2001, o Fórum Social Mundial (FSM), assim como suas edições temáticas, tem servido como ponto de articulação dos mais diversos movimentos em todo o mundo

Por Revista Fórum

Desde sua primeira edição, em 2001, o Fórum Social Mundial (FSM), assim como suas edições temáticas, tem servido como ponto de articulação dos mais diversos movimentos em todo o mundo. Destes encontros, surgiram campanhas internacionais como as movidas contra as ocupações no Afeganistão e no Iraque, além de terem sido consolidados pontos em comum de diversas lutas, como as dos indígenas no continente americano e a dos camponeses. Mas talvez o seu legado mais duradouro e efetivo tenha sido mostrar ao mundo que o dito pensamento único, que reinava soberano no fim do século 20, não sobreviveria à passagem do novo milênio. O sopro de esperança de então contribuiu para que mudanças de fato ocorressem em muitos países, em especial na América Latina, onde os avanços no campo social são mais perceptíveis.

Hoje, onze anos depois, o mundo ainda sofre os efeitos de uma crise provocada pelo capital financeiro e em um período relativamente curto, novas formas de luta surgiram e outras, antigas, retornaram sob outras formas. Maciças manifestações de rua eclodiram em muitas partes, auxiliadas pelas novas tecnologias que permitem não apenas a circulação da informação, mas também um enfrentamento contra a censura e o autoritarismo das ditaduras ainda vigentes e de supostas democracias que atentam contra direitos da população.

Os movimentos de ocupação e o ciberativismo de múltiplas faces começam a fazer parte da vivência de muitos jovens, que passam a ter uma visão de mundo que precisa ser considerada no processo do Fórum Social Mundial. Não é apenas uma questão de se adotar novas estratégias, mas sim de priorizar a mensagem e a principal reivindicação desses novos movimentos: a busca pela democracia ampla, radical, é não se contentar com o modelo que permite que se dê voz a poucos. É compreender que essa busca está relacionada a todas as outras lutas que sempre estiverem presentes nos Fóruns, desde a questão da justiça social, passando pela preservação do meio ambiente e chegando à defesa dos direitos humanos.

As lutas, por mais diferentes que se apresentem, tanto em forma como em conteúdo, estão entrelaçadas. E isso só pode torná-las ainda mais fortes.