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23 de julho de 2013, 12h33

As redes perguntam: “Onde está Amarildo?”

Dúvida sobre paradeiro de morador da Rocinha abordado pela PM do Rio se espalhou pela internet e ganhou as ruas nas manifestações durante a visita do Papa

Dúvida sobre paradeiro de morador da Rocinha abordado pela PM do Rio se espalhou pela internet e ganhou as ruas nas manifestações durante a visita do Papa

Por Igor Carvalho

O Papa foi perguntado (Foto: Reprodução)

Pelas redes sociais e nas ruas, uma mesma pergunta tem se repetido: “Onde está Amarildo?”. A indagação, por vezes, é precedida do nome do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB) ou da Polícia Militar carioca, possíveis conhecedores da resposta para a dúvida.

O Facebook e o Twitter ajudaram a alavancar a campanha que quer saber o destino do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza Dias, de 47 anos, morador da Rocinha que desapareceu no dia 14 de julho após abordagem realizada por agentes da UPP instalada na comunidade.

No Twitter, a conta da PM carioca tem sido frequentemente instada a falar sobre o destino do ajudante de pedreiro e a hastag #OndeEstaAmarildo foi escolhida pelos internautas para uniformizar a campanha nas redes. Nas ruas, durante as manifestações, os policiais escutam: “Ei, Polícia, Cadê o Amarildo?”.

Nas ruas, durante manifestação, a pergunta se repete (Foto: Reprodução)

Até mesmo o Papa Francisco foi alvo da indagação. Durante os protestos, no Rio de Janeiro, em função da vinda do pontífice ao país, uma projeção em um prédio da região central fazia a pergunta: “Papa, cadê o Amarildo?”

No último domingo (21), durante a noite, moradores e amigos de Amarildo realizaram um protesto silencioso próximo à UPP da Rocinha, na entrada do Portão Vermelho. Na comunidade, um mutirão de moradores tem feito buscas no morro para tentar encontrar o ajudante de pedreiro, que tem 6 filhos.