13 de novembro de 2014, 11h43

“O PT não está dividido”, diz Marta Suplicy

A senadora negou que haja uma divisão entre “lulistas” e “dilmistas” e afirmou que apoia o governo da presidenta Dilma Rousseff.

A senadora negou que haja uma divisão entre “lulistas” e “dilmistas” e afirmou que apoia o governo da presidenta Dilma Rousseff

Por Redação

A carta de demissão da senadora Marta Suplicy (PT-SP) do Ministério da Cultura ainda causa reverberações e muitas delas ainda podem ser consideradas boatos. Assim que o texto se tornou público, a imprensa focou sua cobertura na parte em que Suplicy deseja “boa sorte” e que a presidenta seja “iluminada” na escolha de sua nova equipe econômica para restabelecer a confiança da população.

Em entrevista à jornalista Cristiana Lôbo, do portal G1, Marta Suplicy afirmou que se demitiu porque é uma “mulher independente”. “Sempre tive isso, coragem e determinação para fazer o que eu acho que tem que ser feito”, disse sobre sua saída do Ministério da Cultura.

A respeito das críticas à política econômica do primeiro mandato de Dilma Rousseff, a senadora se justificou no fato de representar São Paulo. “Eu sou paulista e São Paulo sente as agruras dessa dificuldade econômica que o Brasil está vivendo e eu sou senadora pelo Estado de São Paulo”, disse.

Marta Suplicy negou divisão interna no Partido dos Trabalhadores entre “lulismo” e “dilmismo”. “Não, o PT não está dividido” disse a senadora, que também confirmou que vai continuar apoiando a presidenta Dilma Rousseff.

Disputa pela prefeitura de São Paulo em 2016

De acordo com reportagem publicada no jornal O Globo, Marta Suplicy conta com apoio interno do PT para disputar prévias em 2016 com o atual prefeito Fernando Haddad para pleitear a vaga de candidata à prefeitura de São Paulo. Ainda de acordo com a matéria, setores do PT estariam “insatisfeitos” com a gestão do atual prefeito de São Paulo e que os afilhados de Lula tiveram “desempenho pífio”.

Em manifesto, os vereadores do PT paulistano Antônio Donato, Juliana Cardoso e José Américo disseram que o pleito eleitoral de 2016 está “longe” e que a meta agora é estabelecer as “bases necessárias para a reeleição de Fernando Haddad”.

“A principal tarefa, neste momento, é ajudar o prefeito Fernando Haddad a colher os frutos que vem plantando, seja na maturação dos projetos que estão sendo implantados desde janeiro de 2013, seja no cumprimento dos pontos estabelecidos no Programa de Metas 2013-2016 (…) O processo eleitoral de 2016 ainda está distante. Até lá o PT e seus filiados devem concentrar todo o vigor e energia no sucesso da gestão do prefeito Haddad, que ainda não completou a metade de seu mandato e tem todas as condições para fazer uma excelente administração, levando à vitória nosso projeto de transformação social de São Paulo”, encerra a carta.

Foto: Gervásio Baptista – Agência Brasil