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19 de dezembro de 2013, 18h05

Poder de compra do salário mínimo quase dobra em três anos

Segundo Dieese, governos Lula e Dilma Rousseff promoveram aumento real e substancial do salário mínimo e do poder de compra da cesta básica nos últimos dez anos

Segundo Dieese, governos Lula e Dilma Rousseff promoveram aumento real e substancial do salário mínimo e do poder de compra da cesta básica nos últimos dez anos

(Foto UJS)

Por Redação

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, na manhã desta quarta-feira (18), o valor do salário mínimo que deve entrar em vigência a partir de 1º de janeiro de 2014, entre R$ 722 e 724, conforme o valor apurado do PIB. De acordo com os dados divulgados pelo governo federal, o aumento significa uma alta de 6,5% a 6,78% sobre o atual salário mínimo, que é de R$ 678.

A política de aumento real do salário mínimo tem sido uma marca da gestão petista nos últimos dez anos, porém, nem sempre foi assim. Cabe fazer, neste momento, em que o governo federal anuncia o valor do salário para 2014, um resgate histórico desta política e analisar a sua aplicação desde o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (PSDB/ 1994 – 2002) até os dias de hoje.

De FHC a Dilma Rousseff

Fonte: DIEESE/2010

A partir do gráfico, constata-se a diferença gritante entre a política de salário mínimo X cesta básica dos governos FHC e Lula. O aumento que foi realizado durante oito anos de gestão tucana é superado logo no primeiro mandato do governo petista. Nos primeiros quatro anos de gestão do PSDB era possível comprar 1,02 de cestas básicas, ao término do mandato de Fernando Henrique, o poder de compra era de 1,42%.

No governo Lula o poder de compra de cestas básicas dobrou em 2010, alcançando o patamar de 2,17%, ou seja, cada cidadão já podia comprar duas cestas básicas. Se comparado com o fim da gestão tucana, em 2002, o aumento de poder de compra foi na casa dos 53%, ou seja, o dobro, em oito anos. Mas, vale notar que o poder de compra dobra antes do término da gestão do Partido dos Trabalhadores; em 2007 já era 1,93%, sendo que, quando encerra o primeiro mandato, o trabalhador já possuía um poder de compra de 1,91%, segundo o Dieese.

Salário mínimo

Fonte: DIEESE

Já no gráfico seguinte (Dieese/ 2010) podemos também observar que o salário mínimo do cidadão também aumentou substancialmente a partir da gestão Lula. Quando Fernando Henrique Cardoso entregou o seu governo, em 2002, o salário era de R$ 303,10. Ao término do segundo mandato de Lula, o salário era de R$510, ou seja, 50% maior do que o deixado pela gestão tucana.

Posteriormente ao governo Lula, como podemos observar na tabela disponível no Portal Brasil, o primeiro ano da gestão da presidenta Dilma já promove um substancial aumento do salário mínimo, que passa de R$ 510 para R$ 545; no ano seguinte, um novo salto: R$ 622; em 2013 o salário passa para R$ 678 e agora, como já anunciado pelo governo, em 2014 os brasileiros já iniciam o ano com R$ 722, o que dá um aumento de 41,5%. Com tal número, o poder de consumo/compra do cidadão quase que dobrou nestes últimos três anos.