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29 de março de 2019, 11h29

OAB denuncia Bolsonaro na ONU por “tentativa de mudar a narrativa do golpe de 64”

Em conjunto com o Instituto Vladimir Herzog, OAB aponta que Bolsonaro, ao usar a Presidência para defender e comemorar tais atrocidades, viola "tratados aos quais o Brasil passou a fazer parte depois de retornar à democracia"

Foto: Reprodução/Twitter
Blog do jornalista Jamil Chade, no portal UOL, informa nesta sexta-feira (29) que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Instituto Vladmir Herzog entraram com uma denúncia contra Jair Bolsonaro na Organização das Nações Unidas (ONU) por “tentativa de modificar a narrativa do golpe de estado de 31 de março de 1964 no Brasil” e que isso ocorreria por meio de “instruções diretas do gabinete do presidente, desconsiderando as atrocidades cometidas”. A queixa enviada em caráter confidencial aponta para as recomendações de Bolsonaro, mas também para entrevistas em que ele nega o caráter ditatorial do regime. “Temos que...

Blog do jornalista Jamil Chade, no portal UOL, informa nesta sexta-feira (29) que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Instituto Vladmir Herzog entraram com uma denúncia contra Jair Bolsonaro na Organização das Nações Unidas (ONU) por “tentativa de modificar a narrativa do golpe de estado de 31 de março de 1964 no Brasil” e que isso ocorreria por meio de “instruções diretas do gabinete do presidente, desconsiderando as atrocidades cometidas”.

A queixa enviada em caráter confidencial aponta para as recomendações de Bolsonaro, mas também para entrevistas em que ele nega o caráter ditatorial do regime. “Temos que saber a verdade, não houve ditadura”, disse Bolsonaro.

O texto enviado pela OAB ainda cita o fato de que a mesma mudança de narrativa foi adotada por outros membros do governo, como o chanceler Ernesto Araujo. Tanto a OAB como o Instituto Herzog consideram que tais atos “cometidos no mais alto nível do estado são violações dos direitos humanos e do direito humanitário”.

A carta ainda aponta que usar o cargo para defender e comemorar tais atrocidades constitui “uma violações dos tratados aos quais o Brasil passou a fazer parte depois de retornar à democracia”.

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