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27 de fevereiro de 2019, 16h03

OAS pagou R$125 milhões em propinas e caixa dois a 21 políticos, dizem delatores

Executivos da empreiteira explicaram em delação premiada como funcionava o esquema de pagamentos de propina e caixa 2 que foi distribuído a políticos entre 2010 e 2014; Eduardo Cunha, Aécio Neves e até ministro do TCU estão entre os beneficiários

Reprodução/Facebook
Reportagem do jornal O Globo desta quarta-feira (27) traz à tona depoimentos de executivos da empreiteira OAS ao Ministério Público Federal (MPF) que revelam pagamentos de propina e caixa dois a 21 políticos, dos mais diferentes partidos, entre 2010 e 2014. A delação premiada, feita por 8 ex-executivos da empresa, foi homologada no ano passado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e estava sob sigilo. Os funcionários trabalhavam na “Controladoria de Projetos Estruturados”, um departamento clandestino da empresa, e delataram o repasse de R$125 milhões, ao todo, a esses políticos através de obras e empreendimentos superfaturados e...

Reportagem do jornal O Globo desta quarta-feira (27) traz à tona depoimentos de executivos da empreiteira OAS ao Ministério Público Federal (MPF) que revelam pagamentos de propina e caixa dois a 21 políticos, dos mais diferentes partidos, entre 2010 e 2014. A delação premiada, feita por 8 ex-executivos da empresa, foi homologada no ano passado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e estava sob sigilo.

Os funcionários trabalhavam na “Controladoria de Projetos Estruturados”, um departamento clandestino da empresa, e delataram o repasse de R$125 milhões, ao todo, a esses políticos através de obras e empreendimentos superfaturados e financiamento ilegal de campanha eleitoral.

Entre as obras superfaturadas que teriam sido utilizadas para beneficiar políticos, estão estádios da Copa de 2014, a transposição do Rio São Francisco, o Porto Maravilha, no Rio, a Arena das Dunas (Rio Grande do Norte), a Arena do Grêmio (Rio Grande do Sul), o Canal do Sertão (Alagoas), a duplicação da BR-101 (Pernambuco), o prédio da Petrobras em Salvador (Bahia), a reforma do Aeroporto de Guarulhos (São Paulo), entre outras obras, inclusive no exterior.

Em relatório enviado ao STF, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pede para que os depoimentos das delações dos executivos sejam enviados para os estados onde a Justiça de primeira instância investiga políticos que teriam recebido dinheiro da empreiteira e solicita ainda que as acusações que envolvem políticos com foro privilegiado sejam anexadas a inquéritos que tramitam no próprio Supremo e no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Entre os principais supostos beneficiários dos esquemas de propina e caixa dois, estão o ex-deputado Eduardo Cunha, o deputado federal Aécio Neves (PSDB), o ex-senador Edison Lobão (MDB), o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (DEM), o ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rego e o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Confira a íntegra da reportagem com a lista completa dos políticos supostamente beneficiados com os esquemas ilegais aqui.

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