15 de novembro de 2018, 13h04

Objetivo antigo: Bolsonaro tenta acabar com Mais Médicos desde 2013

O programa contava com 18.240 profissionais espalhados por 4.058 municípios, cerca de 73% do total de cidades brasileiras. Mais de 700 delas tiveram um médico pela primeira vez a partir do programa

Foto: Agência Brasil

Jair Bolsonaro conseguiu alcançar um objetivo que tem há cinco anos: acabar com o programa Mais Médicos. Desde 2013, ano da criação do projeto, quando ainda era deputado pelo PP-RJ, ele protocolou uma ação no Supremo Tribuna Federal (STF) na tentativa de suspender a Medida Provisória (MP) editada pela ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), que elaborou o Mais Médicos.

Um dos argumentos usados por Bolsonaro, à época, era de que os cubanos precisariam se submeter ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos (Revalida). Contudo, depois das declarações desta quarta-feira (14) do militar fica evidente de que seu intuito sempre teve um viés ideológico, pois Cuba envia médicos para 66 países e somente o Brasil tentou fazer essa exigência.

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Durante o mês de agosto deste ano, em plena campanha presidencial, Bolsonaro havia prometido expulsar os cubanos do Brasil. “Vamos botar um ponto final no Foro São Paulo. Vamos expulsar, com o Revalida, os cubanos do Brasil”, disse.

A questão central é que o Mais Médicos chegou a atender 63 milhões de brasileiros, principalmente nas regiões mais carentes do país, àquelas que são mais carentes da presença de médicos brasileiros. O resultado da ação desastrosa do militar é que ele será responsável direto por deixar milhões de pessoas sem assistência básica de saúde. Cuba respondia por 45% dos profissionais do programa, ou seja, 8.500 médicos.

Áreas mais prejudicadas

Além da região Nordeste, a mais atingida com a saída dos médicos cubanos, áreas indígenas e periferias de grandes cidades também sofrerão o impacto da ausência dos professionais caribenhos.

O Mais Médicos contava com 18.240 profissionais espalhados por 4.058 municípios, cerca de 73% do total de cidades brasileiras. Mais de 700 delas tiveram um médico pela primeira vez a partir do programa.

Com informações da Agência PT de Notícias

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