16 de setembro de 2018, 12h03

Obra polêmica de Alckmin em SP rendeu R$ 3,8 milhões a seus familiares

Desapropriações de terrenos de parentes do ex-governador foram feitas para a construção de uma rodovia em São Roque, interior de São Paulo. Segundo moradores, obra foi desnecessária e piorou o trânsito

O atual candidato à presidência Geraldo Alckmin (PSDB) assinou decretos que beneficiaram seus parentes quando estava à frente do governo do estado de São Paulo, cargo que ocupou por quatro mandatos. Decretos assinados pelo então governador em 2013 e 2014 levaram a desapropriações de terrenos de seu sobrinho Othon Cesar Ribeiro e da sua ex-esposa Juliana Fachada Cesar Ribeiro.

As desapropriações ocorreram para que fosse construída uma polêmica rodovia em São Roque, a 70 quilômetros da capital, que, segundo moradores, era desnecessária. De acordo com reportagem da Folha de S. Paulo, a viagem pela nova via foi reduzida em pouco mais de 1 minuto. “A obra fechou uma alça de acesso à cidade. Com isso, motoristas têm feito conversão proibida, com acidentes”, diz matéria assinada por Camila Mattoso e Ranier Bragon.

O custo da obra, entregue em 2016, foi de R$84,6 milhões. E a concessionária responsável é a CCR ViaOeste, denunciada na Lava Jato. Executivos afirmaram que pagaram caixa 2 para o tucano por meio de Adhemar Ribeiro, irmão da ex-primeira-dama Lu, e pai de Othon.

O sobrinho do tucano também é investigado pelo Ministério Público de SP sobre a suspeita de beneficiamento na concessão de cinco aeroportos do interior do estado.

Alckmin diz ser descabido concluir que a iniciativa foi tomada “para beneficiar parentes”.

Leia reportagem da Folha aqui.