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08 de Maio de 2018, 08h52

Odebrecht usou doleiros para repassar recursos a Padilha e Yunes, operadores de Temer

Ouvido nesse inquérito que tramita no STF, o policial militar Abel de Queiroz confirmou ter realizado ao menos duas entregas no endereço de Yunes

De acordo com informações do Blog de Fausto Macedo, no Estadão, a Odebrecht teria utilizado um operador financeiro e uma empresa de entrega de valores investigados na operação ‘Câmbio, desligo’ para efetuar supostos repasses ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e ao amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer, José Yunes.

Os delatores Vincius Claret, conhecido como Juca Bala, e Cláudio Barboza, o Tony, revelaram aos investigadores da “Câmbio, Desligo” que a Odebrecht era cliente do grupo comandado por Messer e que o doleiro chegou a emprestar US$ 8 milhões, em 2011, para o caixa 2 da empresa utilizado para pagar propina a políticos.

Ouvido nesse inquérito que tramita no STF, o policial militar Abel de Queiroz confirmou ter realizado ao menos duas entregas no endereço de Yunes, entre os anos de 2013 e 2014. O Estado teve acesso ao depoimento de Queiroz, revelado pelo jornal “Folha de S.Paulo” no domingo, 7.

Queiroz era funcionário da Transnacional. A empresa é a filial paulista da Transexpert, investigada na operação “Câmbio, Desligo” e apontada como integrante do sistema financeiro paralelo comandado por Messer, considerado o maior doleiro em atuação no Brasil.

O PM esteve no local onde fica o escritório de Yunes acompanhado dos investigadores e confirmou “com absoluta certeza” ter ido realizar entregas “pelo menos duas vezes”.