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19 de abril de 2019, 19h58

Oito pessas morrem em acidente de ônibus a caminho do velório do ex-presidente do Peru

O ex-presidente peruano Alan García se suicidou com um tiro na cabeça diante de uma ordem de prisão preventiva sob a acusação de ter recebido opropina da construtora brasileira Odebrecht

Foto: Reprodução/Facebook/El Informativ
Ao menos oito pessoas que viajavam em um ônibus para o velório do ex-presidente do Peru, Alan García, morreram após um acidente com o veículo na tarde desta sexta-feira (19). García morreu nesta quarta-feira (17) cerca de três horas depois de ter atirado contra a própria cabeça diante de uma ordem de prisão preventiva sob a acusação de ter recebido propina da construtora brasileira Odebrecht. O ônibus estava rodovia Panamericana, a cerca de 150 quilômetros da capital Lima, quando saiu da pista e bateu em um muro de contenção. Além das mortes, 45 pessoas ficaram feridas, informou a impreitnsa loca. O velório...

Ao menos oito pessoas que viajavam em um ônibus para o velório do ex-presidente do Peru, Alan García, morreram após um acidente com o veículo na tarde desta sexta-feira (19). García morreu nesta quarta-feira (17) cerca de três horas depois de ter atirado contra a própria cabeça diante de uma ordem de prisão preventiva sob a acusação de ter recebido propina da construtora brasileira Odebrecht.

O ônibus estava rodovia Panamericana, a cerca de 150 quilômetros da capital Lima, quando saiu da pista e bateu em um muro de contenção. Além das mortes, 45 pessoas ficaram feridas, informou a impreitnsa loca.

O velório do ex-presidente peruano aconteceu na sede do partido Apra.

García 

Alan García governou o país por dois mandatos, o último de 2006 a 2011. A investigação sobre subornos da Odebrecht no Peru envolve também os ex-presidentes Alejandro Toledo (2001-2006), Ollanta Humala (2011-2016) e Pedro Pablo Kuczynski (2016-2018). Todos estão sob investigação do Ministério Público peruano. Kuczynski foi preso preventivamente por dez dias no início deste mês.

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A empreiteira já admitira em 2016 que havia pagado propinas na casa dos US$ 29 milhões entre 2005 e 2014 no país. Em sua declaração, na ocasião, a Odebrecht ressaltou que o Peru é o oitavo país com o qual chega a um acordo. Negociações semelhantes ocorreram com o Brasil, os Estados Unidos, a Suíça, a República Dominicana, o Panamá, o Equador e a Guatemala.

 

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